O fim da saga ruiva - Caos Arrumado

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#SAGARUIVA

O fim da saga ruiva

, por fialhogi

E chegou ao fim minha saga ruiva. Mas acho que todo mundo já sabia.

O cabelo pode ser a moldura do rosto, ou a mascara em que você se esconde.

 

Em uma época onde todo mundo discute sobre padrão, sobre cabelos naturais e a beleza em se aceitar, achei importante compartilhar minha história.

Meu cabelo natural é um 2B – não é liso, mas também não chega a ser cacheado. Raiz lisa, mas nas pontas sempre enrola. Eu tenho um volume inestimável de cabelo também.

A cor dele é um 5 – O famoso castanho claro. A nuance dele sempre foi mais para o cinza que para o cobre. O que sempre me incomodou.

O estilo, dos meus 8 aos 14 anos era sempre curtinho, o famoso long bob, que nos anos 2000 não era grande coisa.

Quando eu fiz 15 anos (em 2009) minha mãe deixou eu fazer californianas.

Pela primeira vez eu amei meu cabelo. Eu me sentia bonita e as pessoas falavam que meu cabelo era bonito.

Foi ai que começou a primeira neura. Antes da neura da barriga, dos seios pequenos.

Eu escutava coisas como “Meninos preferem cabelos compridos”, eu lia matérias como “Meninos preferem cabelos compridos”.

Então eu, a última BV, deixei meu cabelo crescer.

Eu gostei de me sentir inserida, eu gostei de pensar que as pessoas não iam reparar no meu dente torto com meu lindo cabelo escondendo tudo.

Mas, o que adianta ter um cabelo gigante e não saber cuidar? Nada!

Tive que cortar as pontas. E mesmo com ele curto, resolvi aos 19 anos iniciar minha saga ruiva.

A princípio, confundi o tom, e ficou bem escuro, mas ao longo dos anos ele chegou em um 7/8.4 que é hoje.

Mas meu cabelo parecia não crescer mais, foi ai que em 2015 eu comecei a usar o AMOVIM A, dentro do meu shampoo, uma colher para cada 100ml.

(Se vocês quiserem eu faço um post especial sobre isso).

Meu cabelo cresceu em 6 meses o que não cresceu em 4 anos!

Surreal como ele era longo.
E novamente as pessoas elogiaram ele, eu me sentia linda. O cabelo me passava confiança.

A minha saga ruiva ia muito bem, era meu ruivo dos sonhos.

Me sentia poderosa, eu cuidava dele, eu o amava. Só que, eu precisava tirar as pontinhas ressecadas.
Nessa época eu morava na Itália.

Marquei hora no salão e sai de lá com meus cabelos no ombro.
Eu não tenho fotos dessa época, não me sentia bem.

Quando a gente para e analisa a importância que um cabelo tem na sociedade, o que ele representa, começamos a ficar preocupados.

 

Vocês sabiam que na Noruega, Espanha, Holanda e Itália, uma mulher quando fazia algo de errado ficava careca!

Tudo isso para sentir vergonha, por que uma mulher careca não era feminina o suficiente.

Mulheres de cabelo crespo sofrem preconceito, porque ele é uma característica do grupo negro.

E o valor politico que o cabelo carrega?

Muitos grupos sociais exigem que as mulheres se cubram com véu em ambientes públicos para manter o recato.

Porque mexer e mostrar seu cabelo pode ser um ato de sensualidade explícito.

LEIA + BLORANGE ou ROSE GOLD. MEU NOVO TOM DE RUIVO

 

Depois do incidente do salão da Itália, vinha usando o Amovim A e deixando ele crescer novamente.

Mas porque e para quem?
Para me sentir aceita? Para esconder meus defeitos? Para cobrir o que?

Em agosto ele estava no comprimento muito proximo ao de 2015 (clica aqui e confere), em setembro de 2017 eu cortei “4 dedos” e agora em Janeiro eu cortei mais um pouco.

Ah, também esfumei a raiz com um 5.3 e parei de passar tinta ruiva. Fiz algumas poucas luzes, para dar mais luminosidade.

Porque? Por que eu quis!

O cabelo é meu e me amo, tanto que posso brincar com ele e posso ser quem eu quero ser.

Agora estou em uma missão de ser a loira do tchan.

SURPRESA!

Mas quero ser uma loirona do cabelo saudável.
Por isso estamos em um processo de recuperação, para conseguir chegar em uma tonalidade 12 sem zoar muito com a estrutura do meu fio.

Hoje começa o diário #MeuLoiroDoTchan – eu não gosto e não gostava de É O TCHAN – mas achei o nome legal.

Quem vem? Deixa aqui nos comentários o relato da trajetória do seu cabelo.

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Gi Fialho

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