20/01/17

A URGÊNCIA DE NÃO TER URGÊNCIA

Existe uma urgência invisível que nos influência a comprar por prazeres volúveis. Sempre falo sobre slow fashion e consumo consciente, mas é que algumas vezes eu falho, peco real. Na pratica a coisa é mais complicada, nem sempre encontramos tudo no brecho, nem sempre podemos garimpar nos brechós, nem sempre e tudo bem. A vida precisa de equilíbrio e eu to em busca de encontrar o meu!

Parece que existe uma urgência em ter tudo, encontrar o must-have da estação postar no instagram e Deus me livre repetir o look. Esta tudo muito rápido, a informação o produto e o ato. Vemos, compramos, usamos e esquecemos. Esse ciclo é o impacto da nossa sociedade eufórica por novidades e cada vez mais impulsiva, e isso vale para coisas muito além, nossas relações interpessoais estão nesse ritmo frenético. Nos conhecemos, conversamos dois dias alucinadamente, ficamos e bye bye. Não to aqui pra julgar, não sou ninguém para isso, to aqui pra entender, reconhecer e melhorar, me aprofundar nisso e desapegar desse vicio por que assim como você ai do outro lado eu falho.

Conte até 10 e respire fundo, vamos refletir, alem da moda vamos dar um pause por vida mais devagarzinho. Hoje entendo a urgência de não ter urgências nesse sentido. A minha prioridade é meu bem estar sem pressa sem atropelar cada passo.
Consumir consciente não é só entender de onde vem o produto, mas é ter consciência do impacto que minha compra vai gerar. Imagina se todo mundo resolve não comprar mais nada? A economia para! Não precisamos ser radicais. Vamos consumir e nos sentir lindas, vamos encontrar marcas independentes, vamos procurar aquela dona que costura na esquina de casa, marcas onde mulheres gerenciam, alem de ajudar o comercio local ajudamos mulheres que buscam um lugar no mercado. Ta tudo bem comprar, até que seja por puro luxo da nossa parte. Nossa mais intima vaidade.

Precisamos de uma pausa, desacelerar um pouco o ritmo, nessa mesma vertente tem um post incrível no modices que fala sobre o ciclo fast fashion onde “diminuímos as barreiras da comunicação, a informação chega muito rápido, fica velha muito rápido e na mesma velocidade é substituída por nova informação consumida com a mesma ferocidade” .

Vamos consumir o que precisamos o que queremos no nosso tempo sem ter a urgência em ter tudo a todo tempo para no instante seguinte tudo ficar démodé, mesmo com todo esse estímulo contrário.

Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.

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