SÍNDROME DA MIRANDA PRIESTLY – VOCÊ NÃO PRECISA SER UM IDIOTA PARA TRABALHAR COM MODA

Miranda Priestly tornou-se um ícone no mundo fashion, famosa pelo filme Diabo Veste Prada, possui um gênio difícil e reconhecível (infelizmente) no ambiente fashion, entre passarelas e escritórios.

Um chefe autoritário que simplesmente abusa de seus privilégios e submete seus funcionários a situações humilhantes, por achar-se superior.

Novidade baby, ele não é!

miranda priestly trabalhar com moda

“Detalhes da sua incompetência não me interessam”

 

Hoje temos séries/filmes/qualquer retratação do mundo da moda com gente má, supérflua, que pisa e humilha.

SEMPRE a mesma coisa! Mas a vida imita a arte e a arte imita a vida.

A idolatrarão de Miranda influência muito quem entra no meio tendo dois grandes impactos:

A romantização e elevando a babaquice ao status de super cool incentivando esse comportamento e inibindo denúncias, porque banaliza a canalhice. Sabe a letra de médico, que virou marca da profissão? Então…

A relação que Andy (Anne Hathaway) e Miranda Priestly (Meryl Streepé bem comum, a editora chefe da Runway usa do privilégio de ser uma mulher rica e branca para fazer o que quer.

Ainda faz sucesso por conta do “lifestyle perfeito” e todos querem ser como ela!  A moda esta ligada de forma direta com algo que interfere na nossa personalidade e tem muito haver com isso: A vaidade.

Esse estilo de vida cercado por eventos, roupas de grifes e pessoas famosas, da uma ideia falsa de vaidade e inflama o ego. Não preciso nem dizer o quanto as redes sociais interferem não é mesmo?

 

Da Miranda eu só queria o bom gosto.

Foi exatamente a última frase de Miranda, que Meryl mudou de “Todos querem ser como eu” para “Todos querem ser como nós”. Como se toda essa forma de viver justificasse um comportamento insano desses.

Menospreza-se qualquer coisa fora da realidade, menospreza-se quem não compactua com um comportamento egocêntrico e fútil.

Meu amor, moda vai muito além da marca que você usa ou daquilo que você pode comprar. Na verdade essa síndrome de Miranda vem de uma moda muito elitista e excludente.

 

LEIA + VOGUE, SPFW E O LUGAR DA MULHER

 

Já não temos espaço para aceitar esse tipo de padrão, esse tipo de chefe que reproduz discursos discriminatórios.

A liderança que a Miranda Priestly exerce ao longo do filme, sádica, antiética, perversa, arrogante, é uma líder bem-sucedida em seus empreendimentos obtendo resultados excelentes, mobilizando pessoas e equipes.

Mas minha questão central é por que, em pleno século XXI esses líderes ainda estão nas organizações e movem centenas de milhares de pessoas? Por que ainda nos submetemos à tirania desses líderes?

“Todos querem ser como nós”

A moda pode ser bem elitista o que incentiva e inflama essa síndrome, mas você não precisa ser um idiota para trabalhar com isso. Não se deslumbre com esse falso glamour dos backstages.

Isso por que nem comentei sobre como o filme faz você acreditar que tem ser grato por aquela oportunidade que esse tratamento faz parte do pacote, de forma natural.

Consigo acreditar em uma melhora, a maior parte dos meus amigos formandos não sofrem dessa síndrome e acreditam em uma moda mais criativa e democrática.

 

Minha mãe sempre disse “Xofanna pare de inventar moda!” – Pois é, que bom que nunca escutei.

Comentários

comments

VAI GOSTAR

2 COMENTÁRIOS

Aline Callai 17/08/2017 at 01:54

Acho que de uns tempos pra cá aos poucos isso vem mudando, mas pela minha pouca experiência nesse meio tem muito disso sim e realmente, nos dias de hoje é inaceitável!
Beijos
http://www.nomundodaluablog.com/
Aline Callai postado recentemente…Look do dia #1 Grunge InspiredMy Profile

Reply
GI FIALHO 17/08/2017 at 21:43

Infelizmente é um cadinho mais comum do que deveria.
S:
caosarrumado.com

Reply

Leave a Comment

CommentLuv badge

Pular para a barra de ferramentas