/ COMPORTAMENTO

NINGUEM MAIS LE BLOGS?

Tirei um tempo para pensar. Hoje sei o que quero do Caos.

Ensaiei esse texto pelo menos umas mil vezes antes de iniciar a digitar. Protelei o trabalho, adiei as datas até onde consegui. Não era falta de amor por esse espaço, era desânimo mesmo. Me disseram para largar tudo que o que da dinheiro é youtube. Me disseram que ninguém mais gosta de ler blogs, que meu instagram devia ser mais organizado, que meu feed devia combinar. Não me levem a mal, nem levem para o lado pessoal, mas tudo isso me limita.

Minha alma é expansiva, e para mim a moda também é.

 

O blog estava deixando de ser meu prazer, meu refúgio, um lugar para expressar minha forma de ver o mundo, para ser mais uma fórmula daquilo que já é batido. Eu me importo com SEO, para a experiencia do usuário, em ganhar dinheiro. Não sou hipócrita, porém, o CAOS é maior que isso, o principal proposito não é esse, e no meio de tanta informação, meio que me perdi.

Me “vendi” por que buscava reconhecimento, é muito triste criar um conteúdo com toda dedicação e empenho e não sentir-se valorizada, tento criar um conteúdo mais critico mas ao mesmo tempo gostoso de ler, que faça a gente refletir , com propostas novas e criativas, tentando ter o máximo de representatividade. Não quero ser mais do mesmo e de forma generica.

Confundi números com relevância. Foi meu erro.

O Caos Arrumado surgiu da falta que senti de encontrar blogs que tinham qualidade e comprometimento. Que passassem realismo, que mostrasse que moda vai MUITO, MUITO ALÉM DO CONSUMO. Cabe aqui uma frase maravilhosa “Você escolhe o que quer mostrar para o mundo com o que veste. O natural é estar pelado, se vestir é uma mensagem” quem disse isso foi a Micheli Provensi, modelo brasuca e descreve bem o que sinto no meu coração. Não importa como você pretende usar, o importante é ser genuíno e dizer quem você é através das suas roupithcas. Observar o potencial de cada peça e entender que ela não limita tuas combinações, que a produção pode ser mais divertida, ética e que no mundo existem sim outras saídas.

Quero escrever sobre isso.

Desculpem o tempo ausente, desculpem o transtorno, mas precisei tomar tempo para perceber o que queria. Hoje sei de forma clara o que é e pra que serve o Caos.
Muita coisa aconteceu entre Julho e Outubro. Curti muito minhas férias no verão Europeu e voltei para o Brasil a pouco tempo, e isso tudo é maravilhoso (apesar de me deixar maluca). Hoje consigo organizar melhor minha rotina e otimizar meu tempo para garantir que nunca mais falte assunto nesse cantinho da internet.

O nome já diz tudo né, Caos arrumado. Entra, não repara na bagunça mas fique a vontade para curiar tudo.
Obrigada pela visita e pfvr volte sempre porquê bitches i’m back! 

Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.

Faz tempo que temos uma relação diferente com nossos bens, com isso produtos personalizados vem ganhando espaço e destaque, afinal eles suprem exatamente nossas expectativas e conseguem transmitir muito mais proximidade representando nossa identidade de forma original e única. Pensando sobre a questão de ser único e com isso exclusivo entrei em um conflito interno sobre o onde ficaria o luxo nisso tudo, que sobrevive vendendo a ideia de produtos com quantidades limitadas com valores exorbitantes dificultando um acesso democrático, – não só pela qualidade que é um mega beneficio – aquela coisa de possuir e ostentar .

Levei a discussão para um grupo que participo (o da modices da Carla maravilhosa Lemos) e foi muito bom observar opiniões diversas e enxergar novas saidas. Foi ali que a Thais Farage (vale o click no insta dela também) comentou “desconfio que o luxo moderno, o exclusivo, vai vir do slow fashion: vai ter pouco de cada coisa e vai vir daí a exclusividade. não acho que seja simplesmente porque é caro.”.

LUXO, EXCLUSIVIDADE E PERSONALIZAÇÃO NA MODA

Vamos escolher aquilo que nos faz genuino?

O comentario não foi só pertinente, foi esclarecedor. Iluminou minha mente de uma forma que precisei vir compartilhar. A qualidade que produtos de luxo fornecem são inquestionáveis, é um trabalho minucioso com materiais bons, mas justamente por isso não podem ser fabricados em grande escala. O problema foi que esqueci disso e associei luxo a grandes marcas elitistas. Outro comentario que vale dar reply é o da Mariana “Não vejo exclusividade nas marcas famosas, já que qualquer um pode comprar, desde que tenha dinheiro. Isso não é exclusividade. Eu encaro as marcas de luxo como um sonho de consumo, uma mera a ser alcançada, uma realização pessoal, assim como tem gente que sonha em compra um carro X, a casa própria, ou fazer uma determinada viagem. exclusividade mesmo é ter um produto único, feito especialmente parar você, o que você encontra nos pequenos ateliês e não em marcas que tem loja no mundo todo.” conseguem acompanhar meu raciocínio? O novo luxo é a personalização sim!”

Por mais que as pedrarias o simbolo de uma boutique ainda chamem mais atenção quer coisa mais incrível que um produto feito especialmente para você? Pensando nas suas necessidades, no seu gosto, na sua vivência? Adaptado a sua rotina ao seu meio? O novo luxo esta relacionado ao upcycling, ao reuso das peças. Essa ideia de exclusividade vem da personalização que é acessível a qualquer um. A roupa do brecho que você cortou as mangas, a calça do seu pai que você bordou no joelho uma rosa, o seu velho all star que você colocou glittler ate todas as manchas serem cobertas e camufladas.

Cada dia mais eu acredito que investir no slow fashion é a solução para nosso futuro. Rever nossos hábitos não é tao complicado, não precisamos deixar de gostar de moda, de fashionismos e afins, temos que adaptar esse universo a uma forma mais ética de consumir e não tem nada de complicado nisso. Existem empresas como a Farrapo que trabalham diretamente com a ideia de customização e upcycling, mas é tao simples que você mesmo pode praticar em casa, alem de outras marcas de personalizados.

Se você apoia essa ideia não esquece de compartilhar com seus amigos, marcar as tias dos bordados e comentar se conhece outras empresas ou pessoas que apostam nessa ideia! Aproveita da um like na fanpage e segue la no instagram para acompanhar tudo em tempo real!

Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.

Nessa vibe do consumo consciente, cada vez mais vem surgindo novos termos e formas para aproveitar melhor essa moda maravilhosa que temos. O ARMÁRIO-CÁPSULA (capsule wardrobe) segundo a Thais Godinho do Vida Organizada, basicamente é “escolher uma quantidade limitada de peças para viver durante um tempo, sem comprar nada novo (ou com moderação), apenas promovendo combinações com as peças selecionadas

“No entanto, a questão não é apenas doar tudo aquilo que não usamos e manter uma quantidade mínima viável, mas saber o que manter e também o que adquirir para que possa haver uma maior possibilidade de combinações. Às vezes, uma única peça pode ser a chave para várias combinações diferentes.”(Camile Carvalho)

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Pode não parecer, mas existe vários benefícios sobre o tal armário-capsula, como por exemplo: aprimorar os espaços no seu armário; usar as peças que ama (sim, a maioria já faz isso, mas aposto que você está cheio de peças que nem usa); “não sei o que vestir” essa expressão vai ser dificilmente citada novamente e é claro que além disso tudo você irá aproveitar ao máximo o que você já tem, consequentemente vai economizar seu money (na mesma lógica do SLOW FASHION)

Você que quer tentar? temos algumas dicas (mas todo mundo é livre para fazer do seu jeitinho):
* Limite seu guarda-roupa: cerca de 30-40 itens contando todo tipo de peça (roupas, sapatos, acessórios, vestuário fitness e roupas para ocasiões especiais).
*Organize para a temporada: Essa é umas das variações que surgiram sobre o armário-capsula, organização por estações.
*Escute a Ana: “Uma proporção que usamos em consultoria é a de: 5 partes de cima para uma parte de baixo, com isso definimos quando uma peça entra ou sai do armário. Praticamente tudo que você tem no armário tem que ser coordenável entre si”
*Autoconhecimento: Você sabe seu estilo melhor que qualquer pessoa. A organização nada mais é que um exercício de auto-conhecimento.

Caroline Rector chegou a um número de 37 peças.
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Você consegue viver com poucas peças se elas forem as escolhas certas. E viver com poucas peças não significa ter um estilo minimalista usando só preto e branco. Cores, estampas e texturas podem muito bem fazer parte do seu armário cápsula, vai de cada um fazer escolhas que mais lhe agrada.

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Produtora de moda, 18 anos, catarinense, vegetariana, apaixonada pela vida e amante da arte.
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