/ COMPORTAMENTO

A obsolescência programada é a maior culpada por esse consumo desenfreado de hoje em dia. Ela é responsável por esse ciclo vicioso, independente do motivo. Seja ele por necessidade (desgaste da peça) ou simplesmente por desejo (modismo),  é importante a gente entender e discutir isso, afinal: ela é culpada pela vida útil do produto.

Mas o que quer dizer isso: imagine que todo bem que você adquire já venha com uma data de validade pré estipulada. Aqui vamos falar de roupas mas isso se adequa a todos os produtos da sua casa; sua TV, sua geladeira, seu celular, seu armário. Engloba tudo! Isso acontece desde de 1920 quando os produtores de lâmpadas perceberam que elas não “quebravam” e com isso ninguém mais comprava nenhuma outra. Certo que isso é necessário para manter o mercado em movimento. Porém o que preocupa é a velocidade disso, para coisas que deveriam durar pelo menos um pouco mais, não só por um consumo mais consciente mas também por conta do valor $$ que isso representa.

OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA CAOS ARRUMADO

Fonte/Creditos : saiunojornal.com.br

Roupas são feitas e vendidas para descarte rápido. Atualmente boa parte do universo fashion aplica esse pensamento. Seja por conta das tendências que são “vendidas” em sites, blogs e revistas que a cada estação mudam e incentivam o consumo de modismos. Seja as grades linhas de fast-fashion – o nome já explica tudo: moda rápida – o conceito dessas marcas é a rotação de coleções de 15 em 15 dias, ou seja duas vezes por mês a loja oferta roupas novas e com isso entramos no assunto qualidade, que também esta correlacionado a obsolescência programada, o fabricante não pode investir em materiais de qualidade (o que faz com que as roupas se desgastem muito mais rápido) em mão de obra com custo baixo, por que o produto precisa sair barato para que você compre na próxima quinzena a quantidade que comprou agora. Essa programação influência seu hábito de consumo sendo que essa questão quem devia ditar é  apenas você.

Claro que existem outros fatores que intervêm na sua compra, o lado emocional é um deles, o prazer de comprar, sendo exporadicamente, não há problema. Também gosto de comprar, mas hoje sou mais atenta ao que levo para casa, até por que valorizo muito meu dinheiro e justamente por isso acredito que a obsolescência programada al ém de ser um problema social (o desperdício e produção de lixo) também é um problema para bolso.

OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA CAOS ARRUMADO

Um dos meus maiores prazeres da vida é lavar roupa e aprendi com minha mama.

Por conta disso aqui vão algumas diconas: avalie o potencial daquela peça e quanto pode ser versátil e atemporal, mesmo sendo modismo (que é nossa mensagem aqui no blog!). Análise o material e a modelagem: prefira tecidos naturais al ém de deixar a pele respirar melhor tem uma durabilidade maior, e outro ponto crucial é o pós-compra, o cuidado na hora de lavar, observe a etiqueta preste atenção nas restrições isso sem dúvida também vai ajudar a conservação das suas roupitchas.

Fazia muito tempo que não escrevia os textões fashionistas do blog, gosto muito e queria saber. Vocês gostam de textos mais elaborados e críticos? Deixem aqui nos comentários e não se esqueçam de visitar os outros posts relacionados a esse assunto (todas as palavrinhas em rosa).

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Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.

Vem comigo hoje desmistificar essas idéias de “blogueira”, por que se você é ou tem alguém muito próximo, já escutou algumas dessas frases. Esse post é uma brincadeira para comemorar os seis meses de blog, caso se identifique não é mera coincidência, a gente ta no mesmo barco miga, vamos se abraçar. E mesmo que você não seja blogueira continue o post porque pode estar pensando de forma equivocada.

1) “BLOGUEIRA GANHA VARIAS BRUSINHA DE GRAÇA!”

5 COISAS QUE TODA BLOGUEIRA ESTÁ CANSADA DE OUVIR!

ok, se nao rola $$ a gente aceita as brusinha tudo <3

 

Não. Não mesmo! Por motivos de logística ainda não consegui aceitar nenhuma oportunidade de parceria, mas tudo bem, vou me concentrar nas experiencias mais próximas a mim. A blogueira não ganha as brusinha de graça, é um trabalho de permuta, entre o produto da marca e a criação de conteudo dela. E esse trabalho não é só a fotinho do insta querido leitor: é o tempo gasto para editar, para pesquisar sobre a tendência, preparar o conteúdo, é a luz do computador que carrega o celular, o tempo que ela investe em mídias sociais. E o quase como um outdoor na estrada, mas muito mais funcional e direto. Acredite, não é de graça.

2) “BLOGUEIRA NÃO É UMA PROFISSÃO “

5 COISAS QUE TODA BLOGUEIRA ESTÁ CANSADA DE OUVIR!

Deixar de ir no role para trabalhar? Quem nunca??

 

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Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.

Já faz tempo que eu queria falar sobre apropriação cultural, mas é muito difícil pra mim escrever sobre esse tema polêmico. Então resolvi falar disso só que no segmento da moda, já que é o mais próximo da gente, até porque não tenho muita vivência em outras seções desse assunto.

Antes de tudo precisamos deixar claro que quando falamos de racismo, machismo, homofobia, entre outras coisas nesse sentido a gente ta falando sobre grupos socias, então individualizar não entra em questão aqui. (Por exemplo: quando falamos que todo branco é estruturalmente opressor não significa que estou falando que você branco é racista ou algo do tipo, mas sim que vivemos em uma sociedade que o beneficia, então por mais que você não reproduza racismo, nós estamos inseridos nessa sociedade) (Afros e Afins) ENTÃO AMIGOS, NÃO PODEMOS INDIVIDUALIZAR OU FALAR SOBRE EXCEÇÕES AQUI.

Mas o que é essa tal de Apropriação cultural?

A palavra “apropriar” significa tomar para si. O termo “apropriação cultural” é um conceito da antropologia e se refere ao momento em que alguns elementos específicos de uma determinada cultura são adotados por pessoas ou um grupo cultural diferente.
Mas não é só isso. O conceito de apropriação cultural passa por uma reflexão política. Esse uso tem uma conotação negativa, especialmente quando a cultura de um grupo que foi oprimido é adotada por um grupo de uma cultura dominante.

(UFMG/Unesco, 2003)

cultural appropriation

Então até onde eu entendi, pra ser apropriação cultural é preciso dois critérios:
*Significados culturais ou religiosos de um certo simbolo.
*Uma cultura dominante pega elementos de uma cultura dominada e acontece o esvaziamento do significado desse simbolo.

Vamos usar o exemplo -> Cultura dominante: Branca. Cultura dominada: Afro Brasileira.
Para complementar esse exemplo vamos inserir a industria da moda e o acessório turbante.

A indústria de moda gera uma falsa demanda de utilização de adereços culturais, influenciando o impulso da banalização de uma cultura; Não podemos culpar um individuo branco que usa turbante pois é impossível essa unica pessoa esvaziar o significado de toda uma cultura continental. (FeminismoSemDemagogiaOriginal). Mas SPFW, anúncios em revistas, a industria da moda construiu que uma pessoa branca usando turbante é tendencia, é “moda” (sem falar seu significado) já quando uma negra usa tal acessórios ela é vista como macumbeira (outro preconceito ligada a religião), pai de santo, “quer esconder o cabelo ruim”. E isso é a tal da apropriação, pessoas com privilégio na nossa sociedade usando algo que não fazem ideia que isso tem um significado religioso para uma certa cultura, apagando tal importância.

 

APROPRIAÇÃO CULTURAL

Negros usando turbante é uma forma de resistir, de não deixar que sua cultura seja apagada. 

Então se você quer avaliar se tal coisa é ou não apropriação cultural basta lembrar daqueles dois critérios la em cima. E fazer as perguntas:

Tem um esvaziamento de um significado cultural? Envolve algum privilégio de raça, de classe ou de religiosidade?
Se a resposta for Sim para as duas perguntas, é apropriação.
Exemplo: “Uma branca membro da Umbanda usando turbante” Envolve algum privilégio de raça, de classe ou de religiosidade? Sim, deve ser mais fácil pra ela sair com o turbante comparado com uma negra. Tem um esvaziamento de um significado cultural? Não, ela sabe o significado daquilo. ISSO NÃO É APROPRIAÇÃO
Outro exemplo: “Uma revista de moda fala que turbante ta na moda SÓ PORQUE uma famosa branca estava usando” Envolve algum privilégio de raça, de classe ou de religiosidade? Sim, branca, famosa, ryca. Tem um esvaziamento de um significado cultural? Sim, nenhum momento citou que esse acessório tem importância religiosa e cultural para certa cultura, extinguindo seu significado. ISSO É APROPRIAÇÃO.

Então vamos a reflexão do Murilo do Muro Pequeno :

Você conhece o significado de tal simbolo?
Você tem alguma relação especial com esse significado?
Essa paradinha tem algum sentido cultural ou religioso que seja importante pra você?

Se não…

Você realmente quer fazer esse esvaziamento de sentido?
Você entende que existe pessoas que sofrem preconceitos por usar esses mesmos símbolos?
Você entende que isso é  um forma de afirmação e resistência importante para essas pessoas?
Você entende que é um privilégio que você não precisa passar por isso?
Você quer mesmo se aproveitar desse privilégio?

Vamos pensar com carinho nessa reflexão e ter bom senso. A moda por séculos foi pensada para a classe dominante, não é preciso sair por ai esvaziando significados, esse post é só um esclarecimento e talvez ainda tenham ficado algumas duvidas, então qualquer coisa me fale nos comentários!

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Produtora de moda, 18 anos, catarinense, vegetariana, apaixonada pela vida e amante da arte.
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