/ COMPORTAMENTO

Confesso. Nunca tive muita “VAIDADE” quando mais nova! Soa quase como um palavrão vindo da boca de uma mulher, afinal o que nos é ensinado desde cedo é que mulher tem que ser: frigida, disposta e vaidosa. Não vou aprofundar esse texto no machismo (apesar que bem deveria) que esta escondido atras dessa ultima imposição que a sociedade logo achou certo enfiar na minha cabecinha de criança, mas vou enfatizar que aceitei e reproduzi isso por muito tempo na minha vida, ate que um dia me questionei:“O que era a porra da vaidade que eu digo não ter?”

Associei essa palavra com um universo muito feminino, cheio de frufus, com a ideia de ser perfeita, um pouco futil, ate por que seu significado é esse! Mas agora mais velha tomei conta que vaidade por ter um outro significado e adotei ele pra mim. 

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Vão dizer que vaidade é pintar as unhas de vermelho cor de sangue, paixão. Vão dizer que é manter o cabelo escovado (escutei isso no lugar onde trabalhava, meu cabelo é volumoso), vão dizer que é usar a sombra , o batom da moda. Acordar maquiada e se vestir como se todo dia fosse um desfile de moda. Vão dizer que vaidade é a cada quinze dias se submeter a uma cera quente (que doí gente, doí muito) para ficar sem pelo algum. Por que claro, ninguém gosta de mulher desleixada!

Ou seja se você resolveu ir trabalhar aquela manhã sem maquiagem por que sua pele coitada esta precisando de um descanso, tomar um ar, sem todo aquele reboco que esta tapando seus poros. Se nessa manhã você não usar base, corretivo, contorno, pó: Vão dizer que esta com a aparência abatida, que não é legal isso para você, que é desleixo. Ah se você não fizer a sobrancelha, as pessoas vão reparar, e vão comentar. Que tipo de mulher é você?

A gente usa tanto creme pra manter a saúde da pele, que se esquece que podia usar apenas metade disso tudo se agredissemos menos ela. Não importa se você esta usando o primer rico que custa o valor de um rim, é uma agressão ao seus poros que não vão respirar direito! Essa imposição, de que você tem que se maquiar por que você tem que ser vaidosa já é errada por si só, por que como diz o site GWS ” A gente se maquia por que QUER não por que PRECISA!”.

Vaidade para mim Giovanna é higiene. Por que isso é primordial e impressídivel. Não da pra gente viver como se não houvesse olfato alheio. Vaidade para mim é CUIDADO. Zelo, carinho com nosso corpo que é nosso templo sacro. Não esta ligado a nome de marca e publicidades, esta ligado a amor próprio. No hidratante que hoje resolvi passar no meu cotovelo, que ninguém viu, ninguém reparou, mas eu senti que ta mais macio, mais gostinho. Eu me amei mais naquele momento que fui só eu e meu corpo.

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Vaidade não é seu cabelo domado, é seu cabelo cheirosinho e hidratado. Vaidade não é a maquiagem que você resolveu usar hoje, mas é você tirar antes de dormir por que você sabe que aquele restigio vai fazer mau para sua lindíssima epiderme. Vaidade não tem nada haver com você com pelo ou sem, isso é uma escolha SUA. Tudo bem se depilar, eu me amo lisinha, e você deve se amar como bem quiser. Vaidade não é ser fitness, mas ter uma alimentação saudável e equilibrada.

Já disse que se cuidar não esta diretamente ligado ao que os outros podem enxergar. Esta ligado com você mesmo, com a dedicação e empenho que tem com seu corpo.

Esses dias escutei que essa minha raiz gigante é falta de vaidade. Vem ca! Na verdade isso é vaidade pura. Meu cabelo ficou fraco depois que descolori, tingi, tanta agressão, que estou dando um tempo, cuidado da cutícula dele (que você não vê) para deixar ele mais forte e bonito! Então se você pensa como eu, que vaidade é empenho e carinho com o nosso corpo AI SIM, ai eu digo que sou muito vaidosa!

E aproveitando a deixa faço um apelo, pensa em quantas mulheres não tem a opção de ser vaidosa por conta de vários problemas. Junte numa bolsa produtos de higiene pessoal e doe em penitenciarias ou para moradoras de rua. Provavelmente na sua cidade deve existir campanhas que facilitem a entrega. Então caso possa ajude alguém que quer ser vaidosa mas não pode. E deixo bem claro: esse não é um texto contra gente que gosta de usar maquiagem, brinco, chapinha. NÃO! Esse é um desabafo, ate por que também adoro maquiagem e todas as frescurinhas, mas isso pra mim não é vaidade, ate por que uma pessoa pode sim ser vaidosa sem gostar de tudo isso.

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Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.

Meu povo brasileiro, hospitalidade é uma palavra muito forte e engloba vários outros sentimentos e alguns deles é a compaixão, de se colocar no lugar do outro e a generosidade de ofertar sem pedir ou esperar nada em troca. Eu amo a Italia, mas hospitalidade não é seu ponto forte. Um país com uma cultura riquíssima e educação impecável não leva o premio de mais simpático.

Claro que não pretendia exagerar, excluo aqui meus poucos amigos, mas ate eles concordam comigo quando abro meu coração. Gaia sempre diz da forma mais italiana possível que o povo daqui (principalmente do norte) tem a “puzza sob o naso” que é algo como o nosso nariz empinado.
Queria dizer que é mentira, que a maioria não é metido, mas não é. Isso é uma das coisas que me reprimem a tomar a iniciativa e conversar com alguém. Como todo bom europeu, o povo daqui é muito reservado e com isso qualquer abraçado bem intencionado de alguém que vem da America do Sul pode ser confundido com uma invasão de espaço indelicada, indesejada e totalmente desnecessária. Claro que aqui entra uma parte cultural muito forte, não podemos culpar.

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A Ana Patricia do blog Viajando para a Italia escreveu o seguinte “No Brasil qual a bochecha que você da ao ser apresentado a alguém ou mesmo ao rever um amigo? A direita? Pois então, aqui é a esquerda! Mas vai explicar isso pro teu subconsciente que està acostumado hà tempos com o outro lado da bochecha”. Quero dizer com a citação é que: estamos tão acostumados a receber qualquer um tão bem, por que isso é o natural, que ficamos perdidos quando chegamos em terras estrangeiras e isso não acontece.

Nosso povo, o Brasileiro mesmo, esse que tem PHD em falar mau da propria cultura, que prioriza valorizar algo internacional que o produto próprio, que se esquece das entiquetas no churrasquinho da lage: tem algo maravilhoso dentro de si que não se encontra em lugar nenhum e também não pode-se comprar. Nosso povo é caloroso, nosso povo é gentil, nosso povo é hospitaleiro por caridade.

Todas as vezes que leio algo como “vou me mudar pros estados unidos” ou “aff se fosse na Europa estava melhor”, por infra estrutura pode ser sim, mas ninguém vai te tratar tao bem quanto ai. Sou grata a Italia, ela me recebeu ate que bem, mas formar laços aqui é complicado e enquanto isso não ocorre eu sou só mais uma estrangeira perdida.

Esse foi so mais um dos meus desabafos, sinto saudades de casa.

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Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.

Feeling 22, O título pode parecer blasé e previsível, quantos posts não se iniciam assim? O que faria do meu diferente? Talvez a forma como eu encaro o mundo, minha perspectiva sobre as coisas é bem peculiar. Sou muito positiva e intensa, dessas que não tem medo de se jogar não, pra mim não existe meio termo ou é 8 ou 80 tem 40 aqui não mermãoNão tem morno, mais ou menos ou não sei. E assim eu quebrei a cara, o cotovelo, o coração uma porrada de vezesNão foi uma, nem duas, mas como uma boa esponja que sou, absorvo aquilo que me fortalece , quebrar a cara me fez aprender e evoluir. Eu aprendi 24638750458456 mil formas de não fazer determinadas coisas e isso è incrível por que posso ajudar pessoas.

7 – NÃO LIGUE PARA OS QUE OS OUTROS DIZEM! 

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Você já ouviu isso algumas vezes? Eu sempre escutava, e era difícil por que queria ser aceita por todos mas sem mudar um cadinho de mim. Queria ser amada, ser amiga de todos, but, nem todo mundo vai gostar de você, e não tem nada errado com você. Não precisa mudar seu jeito, fazer o que o outro quer, não precisa e não deve! Sempre fui a estranha do colegio. A guria que vivia lendo Harry Potter (estou falando de 2005 ate 2009, HP era coisa de “nerd”, nem todo mundo gostava do mundo de fantasia ou leitura), que se “fantasiava” que levava a Capricho pra todo qualquer canto, que era apaixonada pelos colirios, que sonhava em trabalhar com moda. Era a mais infantil e ingenua da minha turma, por que não me identificava com a maioria dos novos assuntos. Não queria falar de fulana e da roupa dela, não queria falar sobre o guri que fiquei (ate por que meu primeiro beijo foi aos 15 anos de baixo de uma escada enquanto passava o fim de semana de pascoa na casa de uma amiga). Sofri problemas em me aceitar, por que me recusava a mudar, a agir como outros queriam e com isso minha vida toda (ou a parte do colegio) tive problemas com amizade. Lembro que em uma época que sofri  bullying estava lendo “Como ser popular” da Meg Cabot, que não tem nada a ver com manuais, mas eu ingenua que sou fui ler na escola,. Pensa em uma pessoa que foi aloprada! E o que eu fiz? Ao invés de continuar lendo, guardei o livro. Só por que um bando de gente resolveu que ia tirar com minha cara achando que era tipo autoajuda. E mesmo que fosse, não era da conta de ninguém.

 

6 – VOCÊ E LINDA(E)(O)!

OK. Estamos trabalhando isso ainda com 22 anos, mas já é bem melhor que aos 15, ou aos 20. Me aceitar foi/é difícil por que me comparo com outras pessoas, eu só vejo meus defeitos e soa muito prepotente me achar bonita com todas minhas imperfeiçoes (meus dentinhos tortos, a barriguinha de pochete, minhas bochechas escandalosamente grandes), sabendo que tem gente bem mais bonita que eu. Queria ser como a garota da galera capricho, como a minha amiga que era linda. Tinha vergonha de ser eu mesma. Senti ódio por mim mesma e por meu corpo, quando a uns anos atras fui ver um JOGO DO SÃO PAULO COM OS COLIRIOS (pensa na felicidade da pessoa aos 16 anos) e quando saiu o vídeo, gente que nunca vi na vida resolveu apontar o dedinho magico pra falar dos meus dentes. Eu me odiei, e a lembrança que era pra ser uma das mais contentes, uma realização foi escondida por que tinha vergonha de todo mundo ver meu dentinho. Bom, eu tenho dentinhos tortos e isso é um problema meu. Isso não muda nada quem eu sou. E eu sei que sou charmosa, sou uma pessoa legal e sim sou bonita. Não quero ser esnobe ou metida, mas hoje me aceito, e o vídeo que nunca mostrei pra ninguém é esse aqui oh:

 

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Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.
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