/ MODA

Impressionante como a moda pensa pouco na vida real. Legal essa idéia de uma moda mais consciente, pensando no impacto de uma moda mais artística vislumbrando um futuro mais criativo, mas onde fica a moda inclusiva? Não só pensar na rampa de acesso, mas no ato de vestir-se com autonomia. Uma moda realmente democrática que é o resultado de estilo suprindo as necessidades funcionais de pessoas com alguma deficiência.

“A moda é plural, abrangente, fluida, sendo assim, deve ser para todos, pois hoje sua principal característica é dar significado, identidade visual ao indivíduo em questão.” Incluir não significa fazer uma moda diferente, não é isso que falamos mas, ajustar as peças de forma ergonômica e confortável para quem usa.

A moda tem que ser democratica sempre.

Pessoas com deficiências físicas, motoras não são diferente psicologicamente falando da gente. Elas consomem blogs, revistas, elas querem o mesmo que nos! Imagina como se sentem desapontadas com esse desemparo de uma moda que tem pregado democracia, acessibilidade. Elas buscam pela moda uma outra forma de aceitação, assim como nos. Querem expressar individualidade e personalidade.

Na Europa e nos Estados Unidos o progresso é um pouco mais avançado, o desenvolvimento de linhas inclusivas com fechos de velcro e outras adaptações. Aqui no Brasil, além do pequeno número de empresas específicas que produzem moda para pessoas com algum tipo de deficiência, é muito difícil pesquisar marcas de moda inclusiva, pois a maioria não possui site ou divulgação de fácil acesso e nem todas produzem roupas fashionistas, a maioria é tudo muito básico.

Em 2009, a secretaria dos direitos da pessoa com deficiência do Estado de São Paulo criou um concurso chamado moda inclusiva, que une estudantes de cursos técnicos e universitários por todo o pais incentivando a criação de coleções capsulas, as melhores recebem suporte com o fornecimento de tecidos para confeccionar e participarem de um desfile de encerramento.

Estampa Pliss: Saia reta longa, Pantalona e Vestidinho inclusivo com abertura nos ombros que facilitam o vestir.

O 1º concurso contou com a parceria do Pensemoda e da empresa Vicunha. O Pensemoda é o grande acontecimento de discussão e filosofia de moda do país, e a Vicunha é uma indústria têxtil renomada fornecedora de grandes empresas brasileiras. A partir da 2ª edição o evento ganhou importantes apoiadores como a rede Globo, a Rede de Reabilitação Lucy Montoro e o Museu da Língua Portuguesa.

Para uma total inclusão é preciso pensar em conjunto. Atos que permitam essas pessoas se sentirem integradas com o mundo. Falamos de próteses, tecnologias, rampas mas também possibilidade de escolha. Lembre-se : Escolhas são privilégios nem todos têm (infelizmente). Entender a importância disso é dar a possibilidade de uma melhora na autonomia e, claro, escolher como as pessoas sem deficiência as vestimentas adequadas para cada ocasião. Modelos como Paola Antonini e projetos como Equal Moda vem mudando o olhar para essa questão.

Nunca participei de blogagens coletivas pelo simples fato de não me identificar com os temas propostos, até essa semana claro, quando a Liga sugeriu a idéia: Moda inclusiva!

Acredito que o assunto é pertinente e combina com nossa visão aqui do blog, de uma moda menos excludente. Conta para mim aqui nos comentários se você conhece alguma marca inclusiva e vamos montar uma lista?

 

LIGA BLOGSFERA

Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.

A Olimpíada do Conhecimento é a maior competição de educação profissional das Américas. Realizado pelo SENAI e o Serviço Social da Indústria (SESI), o torneio ocorre de dois em dois anos em diferentes cidades do país. Neste ano, a Olimpíada reuniu 1.200 competidores de todo o país, na área externa do Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, entre os dias 9 e 13 de novembro

A imagem acima é do SENAI Brasil Fashion (que a final aconteceu na olimpíada) é um projeto do SENAI CETIQT que tem como objetivo revelar novos talentos, unindo estudantes do SENAI a grandes especialistas em moda. Após selecionar alunos de diferentes estados por meio de edital, eles recebem orientações de estilistas sobre todas as etapas de desenvolvimento de uma coleção – desde o conceito criativo até a confecção das roupas. Aqui tem o vídeo.

Mas voltando para a Olimpíada, entre as diversas áreas profissionais que participaram do evento, a de moda e criatividade é o que nos interessa (até porque tive a oportunidade de participar do projeto embaixador desse setor).
Como todo desafio tem seus critérios, aqui não poderia ser diferente. E o que me chamou a atenção foi a preocupação com a inclusão e a questão do reuso. Como fala Ariadne Sakkis:
Em moda, tudo se cria e, claro, tudo se transforma. Nesta edição da Olimpíada do Conhecimento 2016, os estudantes de tecnologia em moda terão de provar que são capazes de aplicar suas habilidades para desenvolver peças multifuncionais, coleções completas para uma família e também para bichos de estimação. Todas fabricadas com roupas usadas

O nosso papel como embaixador era criar um projeto com esses critérios e interagir com o público. Assim criamos a Coleção Cápsula. (Com a equipe mais maravilhosa de professores: Morgana, Silmara e Eduardo. E com as alunas Barbara, Flávia e Simone que cuidaram da parte de modelagem, corte, costura e criação das peças (já que a pessoa aqui não sabe fazer isso))

O significado do verbete cápsula, que de acordo com o dicionário Priberam (web), é pequeno recipiente capaz de abrigar sementes, medicamentos, entre outros, ou seja, componentes que contribuem para melhoria de diversas situações. Neste contexto, a coleção Cápsula, prevê a entrega de pequenas coleções que contribuam para a melhoria de questões de interesse social. O projeto prevê relacionar a moda com propósitos de inclusão, preservação e saúde.

Nisso criei a logo do projeto englobando os três eixos propostos.

LOGO CÁPSULA
O stand foi projetado com base no upcycling com a utilização de andaimes e flores de papel de revista velhas. O high low do visual industrial do ferro com as folhagens criou a harmônia proposta. As roupas expostas passam por roupas para pets (utilizando calças jeans usadas), roupas para cadeirante e para pessoas com sobre peso, até roupas multifuncionais (moletom que se transforma em mochila e outro que se transforma em bolsa canguru para carregar baby como por exemplo) com a utilização da impressão 3d, incluindo a tecnologia.

PROJETO

Mas projeto a parte, tudo isso só me fez pensar que cada vez mais as pessoas estão preocupada com a moda e o propósito que superam o simples ato de se vestir (claro que falta muito ainda, porém já ta sendo um começo). Ver um evento tão grandioso e além disso criado por instituições com base industrial preocupados em mostrar pras 118 mil pessoas que foram la prestigiar a competição que moda não é só luxo, mas sim que temos uma preocupação social, econômica e política.

Espero que tenham gostado, no meu Behance tem mais sobre o projeto. E se alguém foi la em Brasília me conte como foi.

Produtora de moda, 18 anos, catarinense, vegetariana, apaixonada pela vida e amante da arte.

O blog vai completar um ano e essa é a primeira vez que compartilho um look do dia e nada melhor que um mix de estampas para estreiar! Acho que o motivo para nunca ter feito algo parecido, é que toda vez que observo em outro blog, vejo composições previsíveis sem criatividade. Sei que se “moda é uma mensagem” nada de errado que essa mensagem seja batidinha e comum. Mas eu, Giovanna, penso que se você tem um espaço (blog, insta, canal) e resolveu falar de moda, procure outras vertentes, outros olhares. Mantenha sua essência, mas seja sempre GENUÍNA.

Tentando ser espontânea

Me inspiro sempre em looks que tenham personalidade, gosto de olhar uma proposta e reconhecer traços da pessoa. Nosso estilo sempre vai mudar, aquilo que a gente acha brega hoje, pode nos encantar amanhã. Nos rendemos aos fashionismos, sou assim também (embora hoje muito mais consciente do que consumo). é com esse pensamento que trago para vocês meu primeiro look do dia, carregado de personalidade e história, mostrando que para construir uma boa produção não precisamos comprar nada mais.

O sol star ganhei da Gaia e tem um edito verniz

O vestido xadrez de linho encontrei em uma das visitas ao closet da minha mãe. Ela comprou para usar no meu aniversário de 1 ano! Ou seja: Verocas tinha 23 aninhos quando usou esse vestido e euzinha hoje com 22 anos posso usar também.

Bacitos porque adorei o decote quadrado do vestido com a gola da camisa

Gosto da combinação de ambos e do mix de estampas, acho que criativo e sempre novo. Uma proposta mais arrojada e que todo mundo pode tentar! Vale usar com a saia xadrez, com a blusa de bolinha, não importa, o que vale é tentar né nom?

O ângulo horizontal que a camisa criou alongou meu pescoço, afinando meu rosto por tabela

Peço desculpas, ainda não estou acostumada com fotos de blogueira, mas prometo me empenhar em melhorar. Fotografamos na Galeria Melissa na Oscar Freire e foi muito divertido mas quem me acompanha no instagram (@caosarrumado) ja sabia né?

Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.
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