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O que aconteceu com o look do dia? A idéia era compartilhar o streat style real, as composições que usamos na nossa rotina. Quando foi que tudo mudou? Me desanima, me desinteressa blogueira que acredita que look do dia é privilégio para quem pode ostentar marcas e grifes. Me desespera a atual realidade onde todas as produções não representam de fato o estilo pessoal da blogueira, onde mais de 60% dos #lookdodia são patrocinados! Acho irresponsável não pensar nas conseqüências que esse estímulo pode causar, é desesperançoso.

Qualquer alcance que temos seja com 100 seguidores ou um milhão, temos que contribuir para uma mudança, já que esperamos por ela. Temos que participar, e evoluir com isso. Incentivar cada indivíduo descobrir seu estilo pessoal, original e criativo.

Como blogueira e estudante de moda tenho a responsabilidade de saber qual meu propósito quando escrevo. Meu propósito é transmitir realidade. Não me visto para mostrar quanto tenho no banco, não me visto para vender, me visto para passar uma mensagem.

Vamô falar sobre looks REAIS, sobre looks que estimulem a criatividade e personalidade, que mostrem o potencial de cada peça, a versatilidade de cada item! Vesti a camisa do boy como saia sim! até pensei que iam me achar louca, mas na real é que todo mundo quis aprender pra copiar. .

Vamô falar sobre looks REAIS, sobre looks que estimulem a criatividade e personalidade, que mostrem o potencial de cada peça, a versatilidade de cada item! Vesti a camisa do boy como saia sim! até pensei que iam me achar louca, mas na real é que todo mundo quis aprender pra copiar. .

Pior que isso é linkar a idéia de que só quem compra tal marca pode ser estilosa, que só quem tem tal corpo pode ser it girl, alem de excludente não condiz com a realidade da maioria.
O look do dia não serve pra dizer o que você P R E C I S A ter no armário, isso é doido. Ninguém precisa de tudo que é lançado, todo modismo. Incentivar o consumo desenfreado é inconseqüente.

Me incomoda real ver look do dia montados, sem a essência da blogueira. O look do dia tem que vir de forma natural, do que usamos na nossa rotina, no nosso trabalho, na nossa faculdade nos nossos roles. Por isso admiro tanto a Jojo e a Carla Lemos por que reconheço a essência de cada uma, que correspondem a realidade de ambas.
E vejam bem, elas tem looks patrocinados, mas esses correspondem a 30% só do que compartilham, elas tem todo o cuidado de observar se a marca é usável, se tem uma produção ética, se condiz com a realidade. Um conteúdo responsável que me sinto mega representada.

Look do dia tem que ser pelo menos pra usar TODO DIA Né? (ate os #publipost).

Sobre aquele body sexy que você usa fora da cama né. Aproveitei a transparência dele e que o cropped é bem curtinho pra deixar a pele (de forma sutil) a mostra. Quem disse que lingerie não pode aparecer?

Sobre aquele body sexy que você usa fora da cama né. Aproveitei a transparência dele e que o cropped é bem curtinho pra deixar a pele (de forma sutil) a mostra. Quem disse que lingerie não pode aparecer?

Sei que nem sempre vamos ter todo o equipamento a nossa disposição, e que nem sempre vamos ter alguém para clicar pra gente, com fotos boas, nítidas, que mostram detalhes que inspirem outro look do dia. Não é difícil dizer realmente quem se veste com a roupa que fotografou. Não perder a identidade da composição.

E inspirada por esse pensamento lanço hoje a #lookrealidagi onde vou compartilhar, de forma espontânea os meus looks diários, aqueles que deu pra fazer produção (um role bacana no fim de semana com o boy) ou aqueles da nossa rotina de semana mesmo (faculdade, afazeres), tudo isso lá no instagram (@caosarrumado ) e no blog! E CLARO que quero que você leitor maravilhoso participe comigo usando sempre em seus looks postados.

Vamos mudar essa atual forma de criar moda? Vamos reverter esse jogo e voltar a essência da idéia que é INSPIRAR? Quem vem comigo?

Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.

A 42° semana de moda de São Paulo (SPFW) terminou na sexta dia 28 de outubro: Transformação, transgressão, transição foi o tema escolhido, chamando atenção para as mudanças do cenário com novas oportunidades e formas de criar, revelando novos talentos provenientes da Casa dos criadores, evento de moda em ascensão que acontece duas vezes por ano em São Paulo, tem como objetivo principal criar um espaço que permitisse a estes estilistas uma proximidade maior com o mercado da moda brasileira, com criação autoral genuína e revelando sempre novos talentos. E é nesse momento que questiono o lugar da mulher no mercado, além das primeiras filas, mas como criadora. Atualmente menos de 50% dos estilistas apresentados são mulheres e nenhum dos dois eventos se salva.

“O prefixo trans traduz a idéia de ir além. Serve para nos provocar. Sozinho ou em associação com outras palavras, ele é a marca dessa edição”. Analisando as coleções e novas propostas, podemos sim reconhecer essa essência, a comprovação disso foram os desfiles com maior destaque de Ronaldo Fraga e LAB.

VOGUE, SPFW E O LUGAR DA MULHER

Modelos trans e negras ao lados dos estilitas.

O primeiro trouxe para passarela, como um ato político descrito pelo próprio, um casting composto por 28 mulheres transexuais como forma de protesto aos números absurdos de violência contra o gênero, o que foi muito legal e representativo, hoje somos o pais que mais mata no mundo transexuais e travestis! Ja a segunda, teve sua estréia no evento, liderada pelo rapper Emicida e seu irmão, Evandro Fióti com direção criativa de João Pimenta apresentou uma coleção inspirada pelas ruas e hip hop, cheia de diversidade e pluralidade que podemos ver no streat style com modelos fora do “padrão”, mulheres gordinhas, carecas, negras… Original, genuína e urbana com referências bem paulistas. A marca ja tinha lançado sua primeira linha de roupas masculinas na Casa dos Criadores em 2015 com styling de João Pimenta que hoje é diretor criativo, assinando uma coleção cápsula em parceria com a West Coast com nome “Corre Sempre”. Mas reparem que mesmo incrivel, os protagonistas são homens.

Sem desmerecer nenhum profissional, me questiono como pode termos mais de 80% das salas de aulas compostas por mulheres, a própria mão-de-obra ser quase completa por mulheres, além de sermos o público alvo incansável e mesmo assim não completamos 50% dos nomes apresentados nos eventos, ocupamos menos de 1/4 das posições tomadas pela indústria têxtil. Dos 28 estilistas apenas 13 eram mulheres, o site modefica (que me deu ainda mais gás para escrever esse post) da mais detalhes sobre a desigualdade de gênero dentro da moda.

Aparentemente a mulher só serve para consumir e trabalhar em revista, e mesmo assim se formos considerar as dicas I N C R I V E I S da VOGUE vemos um quadro realmente alarmante. Aqui não falamos sobre a capacidade, esforço, empenho e outras coisinhas, os requerimentos para as mulheres que sonham com o trabalho na revista são: Dormir apenas 5 horas por noite, Saber fazer as unhas e se maquiar sozinha, Gostar de tirar selfie com os outros. Soa surreal eu sei, mas você pode conferir neste link aqui. É fútil e ofensivo imaginar que estudamos 4 longos anos para nos prestar a esse papel.

VOGUE, SPFW E O LUGAR DA MULHER

Somos protagonista, mulheres reais e donas de nossos sonhos.

Ou seja, buscamos reconhecimento profissional, uma oportunidade para transformar esse quadro e observamos isso: Eventos de moda sem representatividade de liderança criativa feminina, revistas de moda cortando o próprio pescoço valorizando essa idéia mequetrefe de O Diabo veste Prada. Hoje encontramos uma VOGUE em declínio, sem compromisso e qualidade, já sabemos o porque.

O mercado fashion hoje, espera uma mulher que não existe. Que viva de coadjuvante vendendo uma idéia de perfeição, de balado mas que nunca assuma a posição criativa como líder. Como se não fôssemos capaz de ir além. É limitador e triste. Com um tema tão legal para o SPFW , faltou essa transformação né? Tirar do papel a utopia de uma moda mais justa para as mulheres. Queremos apenas espaço, que de resto a gente se garante!

Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.
NINGUEM MAIS LE BLOGS?

Tirei um tempo para pensar. Hoje sei o que quero do Caos.

Ensaiei esse texto pelo menos umas mil vezes antes de iniciar a digitar. Protelei o trabalho, adiei as datas até onde consegui. Não era falta de amor por esse espaço, era desânimo mesmo. Me disseram para largar tudo que o que da dinheiro é youtube. Me disseram que ninguém mais gosta de ler blogs, que meu instagram devia ser mais organizado, que meu feed devia combinar. Não me levem a mal, nem levem para o lado pessoal, mas tudo isso me limita.

Minha alma é expansiva, e para mim a moda também é.

 

O blog estava deixando de ser meu prazer, meu refúgio, um lugar para expressar minha forma de ver o mundo, para ser mais uma fórmula daquilo que já é batido. Eu me importo com SEO, para a experiencia do usuário, em ganhar dinheiro. Não sou hipócrita, porém, o CAOS é maior que isso, o principal proposito não é esse, e no meio de tanta informação, meio que me perdi.

Me “vendi” por que buscava reconhecimento, é muito triste criar um conteúdo com toda dedicação e empenho e não sentir-se valorizada, tento criar um conteúdo mais critico mas ao mesmo tempo gostoso de ler, que faça a gente refletir , com propostas novas e criativas, tentando ter o máximo de representatividade. Não quero ser mais do mesmo e de forma generica.

Confundi números com relevância. Foi meu erro.

O Caos Arrumado surgiu da falta que senti de encontrar blogs que tinham qualidade e comprometimento. Que passassem realismo, que mostrasse que moda vai MUITO, MUITO ALÉM DO CONSUMO. Cabe aqui uma frase maravilhosa “Você escolhe o que quer mostrar para o mundo com o que veste. O natural é estar pelado, se vestir é uma mensagem” quem disse isso foi a Micheli Provensi, modelo brasuca e descreve bem o que sinto no meu coração. Não importa como você pretende usar, o importante é ser genuíno e dizer quem você é através das suas roupithcas. Observar o potencial de cada peça e entender que ela não limita tuas combinações, que a produção pode ser mais divertida, ética e que no mundo existem sim outras saídas.

Quero escrever sobre isso.

Desculpem o tempo ausente, desculpem o transtorno, mas precisei tomar tempo para perceber o que queria. Hoje sei de forma clara o que é e pra que serve o Caos.
Muita coisa aconteceu entre Julho e Outubro. Curti muito minhas férias no verão Europeu e voltei para o Brasil a pouco tempo, e isso tudo é maravilhoso (apesar de me deixar maluca). Hoje consigo organizar melhor minha rotina e otimizar meu tempo para garantir que nunca mais falte assunto nesse cantinho da internet.

O nome já diz tudo né, Caos arrumado. Entra, não repara na bagunça mas fique a vontade para curiar tudo.
Obrigada pela visita e pfvr volte sempre porquê bitches i’m back! 

Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.
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