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É difícil querer falar de Londres sem pensar em mil e um motivos  que fazem com que a cidade seja uma das mais famosas da Europa. Seja por seus monumentos históricos, seus pontos turísticos, ou até mesmo pelo seu sotaque britânico carregado, a capital da Inglaterra arranca suspiros e fica eternizada no coração de quem a conhece por seu charme incomparável.

Londres é uma metrópole que consegue unir o conceito de clássico e moderno perfeitamente.  É extremamente normal encontrar pela cidade, por exemplo, igrejas de séculos atrás dividindo a calçada com prédios sinuosos e ultratecnológicos. E, em cada esquina, uma cabine telefônica vermelha para eternizar a foto turística mais famosa do mundo – com direito a Big Ben atrás e tudo!

Tive o prazer de passar pouco mais de dez dias na terra da rainha para não querer voltar nunca mais para o Brasil: lá as coisas funcionam. O primeiro grande sinal de “não estou em terras brasileiras” foi a falta de trânsito e das buzinas dos carros. O transporte público é amplo e abrange a cidade toda, fazendo com que os britânicos optem pelo metrô ao invés do automóvel. E, mesmo na hora do rush, não há nenhum “empurra-empurra” que nós, paulistanos, lidamos diariamente. Muito pelo contrário, a educação fica em primeiro lugar e qualquer toque mais grosseiro já é motivo de ouvir um “sorry” sem jeito e às pressas. Keep Calm e tenha educação!

Além da classe, os pontos turísticos são um capítulo a parte. O famoso Big Ben realmente merece toda a fama que tem: é de espantar qualquer um por sua grandiosidade e pelos detalhes. Posso afirmar que nenhum postal que vi na vida já conseguiu traduzir o que é essa obra prima pessoalmente. E é claro, nada mais londrino que ouvir as badaladas pontuais dos sinos a cada 15 minutos. Na outra margem do Tâmisa, rio que corta a cidade, há a London Eye: uma enorme roda gigante que foi construída em comemoração à virada do milênio e que hoje serve para nos privilegiar com uma vista panorâmica incrível.

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Londres é uma cidade histórica, que transborda conhecimento em suas ruas e museus (todos gratuitos, diga-se por sinal). Você passa a presenciar aquilo que aprendeu nos livros ou viu em filmes, e não há sensação melhor no mundo que do sentir-se parte da história. Em pouco mais de meia hora de caminhada, por exemplo, é possível conhecer o Big Ben, a London Eye, a Tower Bridge, a Igreja de St. Pauls – onde a princesa Diana casou-se – e, de quebra, o teatro que teve importância fundamental na vida de Shakespeare. Programa para nenhum intelectual colocar defeito.

Agora, se sua praia é compras e badalação, a cidade conta com ruas que nunca dormem como a Piccadilly Circus e a Oxford Street, ambas concentram grandes painéis de luzes e lojas intermináveis, lotadas de turistas do mundo inteiro – quase uma Times Square na terra da rainha. Lá também encontramos artistas de ruas, pubs e uma vida noturna que faz com que questionemos a seriedade dos ingleses. E, se ainda sobrar fôlego depois de uma noite de badalação, dê uma corrida até o Palácio de Buckingham pela manhã para se sentir oficialmente parte da realeza: príncipe por um dia, aí vou eu!

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Além de todas as atrações imperdíveis, outro ponto que chama a atenção na cidade é a qualidade de vida. Lembro-me que, certa vez ao andar pelas ruas pela manhã, me surpreendi ao trombar um grupo de crianças que seguiam para a escola desacompanhadas de qualquer adulto: todas engravatadas e com mochilas nas costas. Nada de celular na mão ou roupas do dia-a-dia. Esse mero detalhe fez com que eu refletisse sobre o grande contraste que o Brasil e a Europa possuem quando o assunto é educação. Para um país se desenvolver, é necessário preparar a futura geração, educando-a com excelência, atitude que infelizmente está em falta na política brasileira. Outro fato curioso que presenciei ocorreu em um dos principais museus que visitei: os próprios pais explicavam aos filhos os significados de quadros e esculturas. Não havia a necessidade de um guia ou de um tutor especializado no assunto, não em uma nação que valoriza tanto a educação.

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Que Londres é conhecida por ser inusitada, não é novidade. Porém, nenhum bairro traduz esse conceito tão bem como Camden Town: é lá que você conhecerá um mundo de possibilidades, aromas e sensações.

Camden é uma terra sem lei que abriga os indivíduos mais diferentes que possivelmente você vai conhecer. O bairro resume-se a um grande mercado alternativo, onde é possível encontrar qualquer coisa que se imagina. Suas lojas, excêntricas, variam desde estúdios de tatuagens, sex shops futuristas, pubs tradicionais, boates históricas, até restaurantes familiares e bazares “comuns”. Além de ser um ótimo lugar para compras (bem mais barato que a Oxford Street, diga-se), o bairro conta com a gastronomia do mundo inteiro, a preço que cabe no bolso de qualquer mochileiro. Pelas minhas andanças por Camden, encontrei uma barraca brasileira e provei uma feijoada tipicamente brasileira, olhem só!

Mesmo sendo excêntrica, Camden prova que a diversidade e o respeito podem sim andar juntos. Nas suas ruas, todas as tribos se encontram e fazem do local um polo multicultural na terra da rainha. O local transpira cultura e atiça a curiosidade nos turistas que passam por esse marco colorido nas ruas cinzentas de Londres. É impossível andar pelas ruas e não ouvir The Beatles, Elvis, ou o ruivo Ed Sheeran como música ambiente. Só pra ter uma ideia da importância cultural do distrito, Amy Winehouse e Morissey, dos The Smiths, usaram Camden como lar por muitos anos. Acredite, lá o estranho é você!

Com direito a tudo que um país pode oferecer, Londres é um destino para quem deseja voltar para casa com uma bagagem cultural gigantesca. É destino para fãs de cinema, moda, literatura, história e boa música. Fica a dica e boa viagem!

Colecionador de carimbos no passaporte, amante da história em segredo. Fotografia, viagens, café, e um monte de chaveiro na mochila.

Ha alguns dias convidei um amigo para compartilhar suas viagens e ele topou, então agora te convido  a embarcar de mala e cuia com a gente nessa serie de posts incriveis começando por Barcelona.

 

“ Arquitetura, belas praias, pessoas bonitas, comida maravilhosa. São incontáveis as qualidades que Barcelona, na Espanha, possui. Felizmente, tive a oportunidade de passar alguns dias na cidade da paella no começo do ano e garanto: a melhor viagem que fiz nos últimos tempos”.

Era início de Fevereiro quando cheguei a Barcelona e desembarquei na estação de metrô Passeig de Grácia, na avenida central que leva o mesmo nome. Respirei fundo, olhei ao redor e pensei “Europa, voltei!”. O vento frio do final do inverno abriu meus olhos para a primeira obra de arte: a Casa Battló, um edifício diferente de tudo já visto, presente do mestre Gaudí para a cidade. Barcelona é a segunda maior cidade da Espanha, perdendo somente para a aclamada capital Madri. Devido à sua localização privilegiada no mapa, funcionou como porto durante muito tempo, tendo como função principal ser o elo entre a Europa e o mundão afora. Em razão desse benefício geográfico, basta uma pequena caminhada pelo bairro gótico para entender o quão multicultural esse paraíso pode ser. Em suas ruas, largas e com prédios sinuosos, fiquei encantado com tamanha grandiosidade. Na praia, conhecida como Barceloneta, não é raro vermos alguns locais tomando sol (alguns até vestidos!), pessoas fazendo exercícios físicos e restaurantes típicos com uma comida simplesmente divina.

Da orla, podemos observar o mar mediterrâneo azul cortando o horizonte, contrastando com o colorido que Barcelona exibe naturalmente.

BARCELONA

Antoni Gaudí

Não há como descrever Barcelona sem falar de seu maior gênio arquitetônico: Antoni Gaudí. O arquiteto modernista catalão é responsável pelas maiores atrações da cidade. Através de sua ótica, Gaudí criou o conceito perfeito entre arquitetura, natureza e religião. Partindo desse princípio, ele presenteou a cidade com diversas obras, as quais tornaram-se eternas e conhecidas mundialmente, como a famosa Sagrada Família, a Casa Battló e o Park Guell, que viraram cartões postais da cidade por tamanha genialidade.

Sagrada Família

Talvez a catedral mais famosa da Espanha. Sua construção foi iniciada em 1882 e assumida por Gaudi no ano seguinte, que dedicou ao monumento seus últimos 40 anos de vida. A construção se prolongou até a Guerra Espanhola, quando foi interrompida devido ao conflito, e até o momento, não foi finalizada. Então, ao passar pela igreja, não se assuste com a quantidade de andaimes e placas: a construção dela só será finalizada em 2026! Mas, garanto: vale muito a pena a visita. O interior da Sagrada Família é de uma arquitetura única, capaz de deixar qualquer um de boca aberta.

BARCELONA

Onde ficar?

Uma boa pedida é se hospedar próximo à estação Passeig de Grácia e Praça da Catalunya. De lá, dá para chegar praticamente a qualquer ponto turístico a pé, e os locais são extremamente movimentados, cheios de  mercados, restaurantes e lojas. Garanto que até o transporte público será dispensável caso fique próximo dessas redondezas.

Comer, Comer!

Comer é uma das melhores cosias em uma viagem, e devo dar destaque para a culinária mediterrânea de Barcelona. Por ser uma cidade litorânea, conta com muitos alimentos e frutos do mar fresquinhos, prontos para serem degustados. Podemos dar destaque para o famoso prato tradicional do local: a paella (ou paeja), um risoto feito com frutos do mar e açafrão. Mesmo tendo origens em Valência, o prato também tem seu lugar ao sol em Barcelona, e pode ser degustado pelos turistas em quase todas as esquinas, em preços que cabem nos bolsos. Uma refeição, por exemplo, sai por 10 euros em alguns restaurantes. Uma delícia!

BARCELONA

Barcelona é uma cidade para ser feita a céu aberto, para que se possa conhecer cada esquina. Além disso, parece ser projetada para todos os gostos e tribos: possui parques, museus históricos, praia, uma noite animadíssima e muitas lojas para aqueles que não conseguem levar uma lembrancinha para casa. Então, se pretende viajar para a Europa, mas quer sair um pouco do combo “igreja e café”, saiba que Barcelona pode te oferecer muito mais. Fica a dica!

Rafael NonatoFACEBOOK x INSTAGRAM

Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.

Durante o mês de Outubro e Novembro no shopping JK Iguatemi de São Paulo acontece a Experiencia Alice, uma exposição interativa que coloca o visitante como protagonista da história. Com 15 salas compondo o circuito, cada uma de propõe uma experiencia nova, seja escorregando em uma rampa, com espelhos distorcidos ou ate tomando chá com o Chapeleiro.

O ingresso custa certa de 35 reais, mas detalhe: compre com antecedência! Pra quem deixa para última hora pode ser que não encontre ingressos (como aconteceu comigo a primeira vez que tentei ir). Desde o começo tinha grandes expectativas, e não fiquei desapontada. A proposta é te envolver, inserir dentro da historia que completa 150 anos, a exposição te surpreende e desperta a Alice que existe dentro de você.

Foto: www.hypeness.com.br/

Foto: www.hypeness.com.br/

Explorando todos os sentidos permitidos a experiencia Alice começa com uma sala onde são expostos diversos livros e ilustrações, conta ainda com um holograma da primeira edição do livro que fica hoje em Londres e um barco onde podemos tirar foto. Dizem que foi nesse barco que Lewis Carroll teve a idéia. Ainda são expostos desenhos feitos a base de caneta bic e portas que quando abertas desvendam parte da história e curiosidades. A segunda sala mais simples tem um holograma do coelho correndo atrasado convidando você a passar por uma portinha, como a Alice no filme.

 

EXPERIENCIA ALICE CAOS ARRUMADO

De cima pra baixo da esquerda para a direita: Na capa do 1° livro, a real Alice estampada, umas ilustrações bonitinhas, as portas abertas com as curiosidades.

 

A primeira coisa que você se depara quando passa pela portinhola é uma escada que te leva para uma rampa, no teto é exposto continuamente um vídeo, que quando você escorrega olhando para o alto da a sensação que a Alice teve ao “entrar” no Pais das Maravilhas. Depois disso os ambientes interativos contavam com os personagens estampados, alem da famosa poltrona do Chapeleiro maluco para tomar um
a delícia de chá.

 

Entrando na toca do coelho, Tweedledee e Tweedledum fazendo pose comigo e com o Erik, e a gente participando do chá com o chapeleiro Maluco.

Entrando na toca do coelho, Tweedledee e Tweedledum fazendo pose comigo e com o Erik, e a gente participando do chá com o chapeleiro Maluco.

 

Ainda tem uma sala onde o gato aparece e some com jogos de luz e neon, as flores que são sensíveis a calor e dessa forma colorimos as rosas da rainha de vermelho. No final tem uma grande sala com um belo banquete e os personagens de Tim Burton.

Com cenários incríveis, a Experiencia Alice te coloca dentro do livro! Tiramos varias fotos mas para não estragar a surpresa vou compartilhar só essas (e tudo aquilo que quem me acompanha no instagram já sabe – @caosarrumado – ) Então se você gostou não perca, a exposição fica até o fim de novembro!

Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.
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