/ TURISMO

A gente sabe que o ano esta acabando quando começa a temporada de textão e retrospectivas do Best Nine no facebook e instagram. E imagina só que legal juntar os dois? As nove fotos mais curtidas do meu feed, representam bem como foi meu ano com algumas coisas acabei não compartilhando por aqui (aquela pausa dramática que não sabia o que queria lembram?).

O best nine é um aplicativo que seleciona as 9 melhores fotos do seu ano!

 

  1. Tenho um carinho eterno por ela, foi a última foto antes de viajar para a Itália em Setembro de 2015 e também foi minha despedida das casas de aluguel. Sempre foi o sonho da minha Mames ter o cantinho próprio, e esse ano ela realizou! Sei que “lar” não é algo material mas um estado de espirito, porem é bom me saber que esse sera meu lar para sempre, por que esta ficando do jeitinho que sonhamos.
  2. Foi no aniversário de 2 anos da Valen, dois dias depois que cheguei da Itália. Foi meu retorno para o Brasil. A Giovanna desta foto é completamente diversa da Giovanna que foi. A primavera me trouxe confiança, amor próprio e paciência, apesar de tudo isso, a auto estima é um trabalho constante e preciso estar sempre de vigia para não me subestimar e comparar.
  3. Essa fotinho foi em Assis! Um dos meus lugares favoritos na Itália. Não me considero católica, e nem acredito muito em santos, mas eu sempre adorei São Francisco, talvez por ter estudado em escola Franciscana a vida toda ou por toda história dele! Minha mãe é devota e todo ano vamos agradecer, mas esse foi o primeiro que exploramos todo povoado e castelo. Emocionante é a palavra que descreve.
  4. Sul da Itália. Nunca vi mar tão lindo como esses. A Costa Amalfitana é um espetáculo de beleza natural, cercada por esses penhascos monumentais e banhada por esse mar límpido, carrega uma herança gigantesca diversa da Itália que conhecia. Colonizada por Gregos, Espanhóis e Britânicos é rica e multicultural. Além de me sentir bem ryca lá, desfrutei de dias de rainha.
  5. Cesenatico. O lugar que pretendo um dia morar (e também predileto do Erik), projetado por Leonardo Da Vinci (sim!) é cosmopolita sem perder a essencia da costa norte Italiana. Ela representa também a chegada do Molico, essa foto foi tirada dois dias depois.
  6. Pompeia! Sou uma amante de ruinas, por isso o pais que me abriga sempre que saiu do Brasil é quase que um sonho. Era um sonho meu desde a época do colégio quando aprendia sobre a história da humanidade. Se me surpreendi? MUITO! E um daqueles lugares que todo mundo devia conhecer.
  7. Roma, Basílica Sant’Andrea della Valle. Pra muita gente a Basílica de São Pedro no Vaticano é a mais bonita, para mim não, de longe a Santo André ganha. Rica em detalhes, por fora muito simples e humilde, dentro revestida de ouro, afrescos, vitral e pinturas mais antigas que nossos antepassados. Um lugar que me trouxe paz.
  8. Positano. No sul da Itália ainda (viu como é lindo?) mostra um pouco da geografia e das cores que encantam os olhos dos turistas como eu. Vivida, transborda energia e boas vibrações. Falta muito para o próximo verão?
  9. Batom Alice. Cacei esse batom tudo por conta da embalagem, não tem nem o que falar a linha toda era lindíssima, (mas muito cara também!) a cor é bem mais ou menos, porém o esse exterior todo em veludinho com brilho. Pra guardar pra sempre!

 

Queria que tivesse aparecido qualquer coisa do Cercal o curso que me formei e sobre a Infiorata, mas tudo bem, achei legal relembrar meus best nine moments . 2016 foi um ano complicado, com muitos desastres, cheios de altos e baixos bem louco. Porém pra mim foi um ano de grandes experiencias e aprendizagem. Obrigada 2016 você vai tarde, mas deixou boas coisas <3 E se você já ainda não criou seu Best Nine, clica no site e deixa o link aqui nos comentários.

Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.

Outro dia, voltando de um passeio com o Erik, cruzamos a rua do Cadillac Burger. Impossível passar desapercebido, chamou nossa atenção pelo letreiro neon que remete muito ao estilo Americano, Doo-Wop , uma mistura vintage com ar futurístico que foi muito comum nos anos 60. Combinamos e em um sábado passado qualquer voltamos para jantar.

+ LOCAL

A área interna lembra uma velha lanchonete. Créditos a imagem - Jeguiando.

A área interna lembra uma velha lanchonete. Créditos a imagem – Jeguiando.

Localizado na Rua Juventus , 296 – Parque da Mooca, São Paulo o Cadillac Burger é composto por dois ambientes: um coberto e outro externo/aberto. O primeiro é como uma lanchonete beira de estrada dos filmes de hollywood, muita informação na parede: quadros vintages contrastam com camisas de esporte que por sua vez contrastam com placas de carros personalizadas com nomes de cidades Americanas, letreiros luminosos, mensagens e um espelho que de ponta a ponta da parede esquerda que (graças a Deus!) da um alivio aos olhos e a idéia de amplitude para um ambiente pequeno. Apesar disso, as mesas são bem dispostas dando espaço para movimento e privacidade para cada cliente. A iluminação é acolhedora. Nos banheiros (limpinhos gente!) tudo neon com muito grafite e humor. No dia acabamos  escolhendo uma mesa na parte de dentro, por que estava muito frio, mas a outra área é bem fofinha: Com o efeito de uma sacada, toda de madeira, fica um pouco mais alta que o nível da calçada, tem mesas longas que podem ser dívidas, o que pode ser um empecilho para quem quer algo mais intimista.

 

+ ATENDIMENTO

Seu pet é bem recebido, um espaço para ele curtir enquanto você aproveita e se deslumbra com a decoração exótica.

Seu pet é bem recebido, um espaço para ele curtir enquanto você aproveita e se deslumbra com a decoração exótica.

Como não fizemos reserva ficamos uma hora e quarenta na parte de fora esperando uma mesa. Contam com um foodtruck do próprio estabelecimento onde as pessoas podem tomar alguns bons drinks, alem de 3 bancos para as pessoas sentarem. Achei meio preocupante tudo isso de tempo para entrar, estava com tanta fome que meu estômago começpu se auto digerir, mas não me desanimei, minhas expectativas eram tão grandes quanto minha fome. Fomos bem recebidos e muito bem atendidos. Para a minha surpresa o atendimento é rápido, tanto as entradas quanto o prato principal não demoraram quase nada para chegar! O atendente que infelizmente não lembro o nome, foi mega solícito e prestativo. A única coisa que nos incomodou muito foi o volume do som! Era muito alto e chegou um momento que nos desconcentrava. Fora isso o Cadillac Burger oferece um atendimento interno espetacular.

Essa é a única fotinho que tirei e fica na entrada.

Essa é a única fotinho que tirei e fica na entrada.

+ O QUE COMI / VALORES

Agora vamos a parte mais gostosa do post. Pedimos de entrada, as famosas Home Made Rustic Fries (R$14,00), fazem parte do carro chef do restaurante. Seria basicamente batatas fritas com temperinhos, foi meio decepcionante, não achamos nada demais. Em comparação, pedimos também as Onion Rings (R$14,00)que estavam no ponto perfeito! GENTE NÃO ERAM OLEOSAS SABE? Elas acompanham dois molhos maravilhosos. O Erik estava de dieta (sim, eu comi boa parte, quase tudo sozinha mesmo) e acabou pedindo uma Burger Salad (Mix de folhas, tomate cereja, hamburger de 180g recheado com mozzarela de búfala derretida) não lembro quanto foi infelizmente, na opinião dele a carne era muito suculenta, no ponto certo e bem macia. Eu pedi Veggie Burger(R$ 25,00) – burger vegetarian feito com berinjela e abobrinha grelhados, quinoa real e cream cheese philadelphia, no clássico pão australiano – E comer isso fez valer tudo cada centavo. Até então meu top 1 de Veggie Burger era o Hard Rock Café em Roma, mas depois de provar o do Cadillac Burger, o HRC fica no chinelo. Ele era muito saboroso, molhadinho, ate o Erik gostou. Gastamos por volta de 100 reais, incluso serviço e bebidas (fomos de refri mesmo) e acho que vale a pena sim. E um lugar diferente e uma experiencia incrível comer o hamburger que comi.

Minha indicação é: Reserve uma mesa e peça o Veggie ! Você não vai se arrepender de forma alguma. Confia e vai fundo! E se você tem alguma indicação de lugar deixa aqui nos comentários que estou sempre procurando novos lugares. Só peço desculpas por que no dia foi de improviso nossa visita e não levei a câmera.

Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.

É difícil querer falar de Londres sem pensar em mil e um motivos  que fazem com que a cidade seja uma das mais famosas da Europa. Seja por seus monumentos históricos, seus pontos turísticos, ou até mesmo pelo seu sotaque britânico carregado, a capital da Inglaterra arranca suspiros e fica eternizada no coração de quem a conhece por seu charme incomparável.

Londres é uma metrópole que consegue unir o conceito de clássico e moderno perfeitamente.  É extremamente normal encontrar pela cidade, por exemplo, igrejas de séculos atrás dividindo a calçada com prédios sinuosos e ultratecnológicos. E, em cada esquina, uma cabine telefônica vermelha para eternizar a foto turística mais famosa do mundo – com direito a Big Ben atrás e tudo!

Tive o prazer de passar pouco mais de dez dias na terra da rainha para não querer voltar nunca mais para o Brasil: lá as coisas funcionam. O primeiro grande sinal de “não estou em terras brasileiras” foi a falta de trânsito e das buzinas dos carros. O transporte público é amplo e abrange a cidade toda, fazendo com que os britânicos optem pelo metrô ao invés do automóvel. E, mesmo na hora do rush, não há nenhum “empurra-empurra” que nós, paulistanos, lidamos diariamente. Muito pelo contrário, a educação fica em primeiro lugar e qualquer toque mais grosseiro já é motivo de ouvir um “sorry” sem jeito e às pressas. Keep Calm e tenha educação!

Além da classe, os pontos turísticos são um capítulo a parte. O famoso Big Ben realmente merece toda a fama que tem: é de espantar qualquer um por sua grandiosidade e pelos detalhes. Posso afirmar que nenhum postal que vi na vida já conseguiu traduzir o que é essa obra prima pessoalmente. E é claro, nada mais londrino que ouvir as badaladas pontuais dos sinos a cada 15 minutos. Na outra margem do Tâmisa, rio que corta a cidade, há a London Eye: uma enorme roda gigante que foi construída em comemoração à virada do milênio e que hoje serve para nos privilegiar com uma vista panorâmica incrível.

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Londres é uma cidade histórica, que transborda conhecimento em suas ruas e museus (todos gratuitos, diga-se por sinal). Você passa a presenciar aquilo que aprendeu nos livros ou viu em filmes, e não há sensação melhor no mundo que do sentir-se parte da história. Em pouco mais de meia hora de caminhada, por exemplo, é possível conhecer o Big Ben, a London Eye, a Tower Bridge, a Igreja de St. Pauls – onde a princesa Diana casou-se – e, de quebra, o teatro que teve importância fundamental na vida de Shakespeare. Programa para nenhum intelectual colocar defeito.

Agora, se sua praia é compras e badalação, a cidade conta com ruas que nunca dormem como a Piccadilly Circus e a Oxford Street, ambas concentram grandes painéis de luzes e lojas intermináveis, lotadas de turistas do mundo inteiro – quase uma Times Square na terra da rainha. Lá também encontramos artistas de ruas, pubs e uma vida noturna que faz com que questionemos a seriedade dos ingleses. E, se ainda sobrar fôlego depois de uma noite de badalação, dê uma corrida até o Palácio de Buckingham pela manhã para se sentir oficialmente parte da realeza: príncipe por um dia, aí vou eu!

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Além de todas as atrações imperdíveis, outro ponto que chama a atenção na cidade é a qualidade de vida. Lembro-me que, certa vez ao andar pelas ruas pela manhã, me surpreendi ao trombar um grupo de crianças que seguiam para a escola desacompanhadas de qualquer adulto: todas engravatadas e com mochilas nas costas. Nada de celular na mão ou roupas do dia-a-dia. Esse mero detalhe fez com que eu refletisse sobre o grande contraste que o Brasil e a Europa possuem quando o assunto é educação. Para um país se desenvolver, é necessário preparar a futura geração, educando-a com excelência, atitude que infelizmente está em falta na política brasileira. Outro fato curioso que presenciei ocorreu em um dos principais museus que visitei: os próprios pais explicavam aos filhos os significados de quadros e esculturas. Não havia a necessidade de um guia ou de um tutor especializado no assunto, não em uma nação que valoriza tanto a educação.

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Que Londres é conhecida por ser inusitada, não é novidade. Porém, nenhum bairro traduz esse conceito tão bem como Camden Town: é lá que você conhecerá um mundo de possibilidades, aromas e sensações.

Camden é uma terra sem lei que abriga os indivíduos mais diferentes que possivelmente você vai conhecer. O bairro resume-se a um grande mercado alternativo, onde é possível encontrar qualquer coisa que se imagina. Suas lojas, excêntricas, variam desde estúdios de tatuagens, sex shops futuristas, pubs tradicionais, boates históricas, até restaurantes familiares e bazares “comuns”. Além de ser um ótimo lugar para compras (bem mais barato que a Oxford Street, diga-se), o bairro conta com a gastronomia do mundo inteiro, a preço que cabe no bolso de qualquer mochileiro. Pelas minhas andanças por Camden, encontrei uma barraca brasileira e provei uma feijoada tipicamente brasileira, olhem só!

Mesmo sendo excêntrica, Camden prova que a diversidade e o respeito podem sim andar juntos. Nas suas ruas, todas as tribos se encontram e fazem do local um polo multicultural na terra da rainha. O local transpira cultura e atiça a curiosidade nos turistas que passam por esse marco colorido nas ruas cinzentas de Londres. É impossível andar pelas ruas e não ouvir The Beatles, Elvis, ou o ruivo Ed Sheeran como música ambiente. Só pra ter uma ideia da importância cultural do distrito, Amy Winehouse e Morissey, dos The Smiths, usaram Camden como lar por muitos anos. Acredite, lá o estranho é você!

Com direito a tudo que um país pode oferecer, Londres é um destino para quem deseja voltar para casa com uma bagagem cultural gigantesca. É destino para fãs de cinema, moda, literatura, história e boa música. Fica a dica e boa viagem!

Colecionador de carimbos no passaporte, amante da história em segredo. Fotografia, viagens, café, e um monte de chaveiro na mochila.
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