01/12/16

GOD SAVE THE QUEEN: Venha se apaixonar por Londres você também!

É difícil querer falar de Londres sem pensar em mil e um motivos  que fazem com que a cidade seja uma das mais famosas da Europa. Seja por seus monumentos históricos, seus pontos turísticos, ou até mesmo pelo seu sotaque britânico carregado, a capital da Inglaterra arranca suspiros e fica eternizada no coração de quem a conhece por seu charme incomparável.

Londres é uma metrópole que consegue unir o conceito de clássico e moderno perfeitamente.  É extremamente normal encontrar pela cidade, por exemplo, igrejas de séculos atrás dividindo a calçada com prédios sinuosos e ultratecnológicos. E, em cada esquina, uma cabine telefônica vermelha para eternizar a foto turística mais famosa do mundo – com direito a Big Ben atrás e tudo!

Tive o prazer de passar pouco mais de dez dias na terra da rainha para não querer voltar nunca mais para o Brasil: lá as coisas funcionam. O primeiro grande sinal de “não estou em terras brasileiras” foi a falta de trânsito e das buzinas dos carros. O transporte público é amplo e abrange a cidade toda, fazendo com que os britânicos optem pelo metrô ao invés do automóvel. E, mesmo na hora do rush, não há nenhum “empurra-empurra” que nós, paulistanos, lidamos diariamente. Muito pelo contrário, a educação fica em primeiro lugar e qualquer toque mais grosseiro já é motivo de ouvir um “sorry” sem jeito e às pressas. Keep Calm e tenha educação!

Além da classe, os pontos turísticos são um capítulo a parte. O famoso Big Ben realmente merece toda a fama que tem: é de espantar qualquer um por sua grandiosidade e pelos detalhes. Posso afirmar que nenhum postal que vi na vida já conseguiu traduzir o que é essa obra prima pessoalmente. E é claro, nada mais londrino que ouvir as badaladas pontuais dos sinos a cada 15 minutos. Na outra margem do Tâmisa, rio que corta a cidade, há a London Eye: uma enorme roda gigante que foi construída em comemoração à virada do milênio e que hoje serve para nos privilegiar com uma vista panorâmica incrível.

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Londres é uma cidade histórica, que transborda conhecimento em suas ruas e museus (todos gratuitos, diga-se por sinal). Você passa a presenciar aquilo que aprendeu nos livros ou viu em filmes, e não há sensação melhor no mundo que do sentir-se parte da história. Em pouco mais de meia hora de caminhada, por exemplo, é possível conhecer o Big Ben, a London Eye, a Tower Bridge, a Igreja de St. Pauls – onde a princesa Diana casou-se – e, de quebra, o teatro que teve importância fundamental na vida de Shakespeare. Programa para nenhum intelectual colocar defeito.

Agora, se sua praia é compras e badalação, a cidade conta com ruas que nunca dormem como a Piccadilly Circus e a Oxford Street, ambas concentram grandes painéis de luzes e lojas intermináveis, lotadas de turistas do mundo inteiro – quase uma Times Square na terra da rainha. Lá também encontramos artistas de ruas, pubs e uma vida noturna que faz com que questionemos a seriedade dos ingleses. E, se ainda sobrar fôlego depois de uma noite de badalação, dê uma corrida até o Palácio de Buckingham pela manhã para se sentir oficialmente parte da realeza: príncipe por um dia, aí vou eu!

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Além de todas as atrações imperdíveis, outro ponto que chama a atenção na cidade é a qualidade de vida. Lembro-me que, certa vez ao andar pelas ruas pela manhã, me surpreendi ao trombar um grupo de crianças que seguiam para a escola desacompanhadas de qualquer adulto: todas engravatadas e com mochilas nas costas. Nada de celular na mão ou roupas do dia-a-dia. Esse mero detalhe fez com que eu refletisse sobre o grande contraste que o Brasil e a Europa possuem quando o assunto é educação. Para um país se desenvolver, é necessário preparar a futura geração, educando-a com excelência, atitude que infelizmente está em falta na política brasileira. Outro fato curioso que presenciei ocorreu em um dos principais museus que visitei: os próprios pais explicavam aos filhos os significados de quadros e esculturas. Não havia a necessidade de um guia ou de um tutor especializado no assunto, não em uma nação que valoriza tanto a educação.

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Que Londres é conhecida por ser inusitada, não é novidade. Porém, nenhum bairro traduz esse conceito tão bem como Camden Town: é lá que você conhecerá um mundo de possibilidades, aromas e sensações.

Camden é uma terra sem lei que abriga os indivíduos mais diferentes que possivelmente você vai conhecer. O bairro resume-se a um grande mercado alternativo, onde é possível encontrar qualquer coisa que se imagina. Suas lojas, excêntricas, variam desde estúdios de tatuagens, sex shops futuristas, pubs tradicionais, boates históricas, até restaurantes familiares e bazares “comuns”. Além de ser um ótimo lugar para compras (bem mais barato que a Oxford Street, diga-se), o bairro conta com a gastronomia do mundo inteiro, a preço que cabe no bolso de qualquer mochileiro. Pelas minhas andanças por Camden, encontrei uma barraca brasileira e provei uma feijoada tipicamente brasileira, olhem só!

Mesmo sendo excêntrica, Camden prova que a diversidade e o respeito podem sim andar juntos. Nas suas ruas, todas as tribos se encontram e fazem do local um polo multicultural na terra da rainha. O local transpira cultura e atiça a curiosidade nos turistas que passam por esse marco colorido nas ruas cinzentas de Londres. É impossível andar pelas ruas e não ouvir The Beatles, Elvis, ou o ruivo Ed Sheeran como música ambiente. Só pra ter uma ideia da importância cultural do distrito, Amy Winehouse e Morissey, dos The Smiths, usaram Camden como lar por muitos anos. Acredite, lá o estranho é você!

Com direito a tudo que um país pode oferecer, Londres é um destino para quem deseja voltar para casa com uma bagagem cultural gigantesca. É destino para fãs de cinema, moda, literatura, história e boa música. Fica a dica e boa viagem!

Colecionador de carimbos no passaporte, amante da história em segredo. Fotografia, viagens, café, e um monte de chaveiro na mochila.

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