/ VIAGEM

A gente sempre fala aqui sobre uma nova ideologia de consumo fashion e o projeto Ateliê Vivo coloca em pratica muitas de nossas idéias. Imagina um espaço com varios moldes e croquis assinados pelos mais renomados estilistas brasucas? Ele existe e se você continuar lendo vai descobrir tudo isso.

Ate dia dez de outubro desse ano a Casa do Povo la no bom retiro (um dos pólos têxtil do Brasil) recebe o projeto criado pelo grupo G>E (Grupo Maior que Eu) com coordenação e desenvolvimento de Dani Yukari, Gabi Cherubini Karla Girotto e Thatiana Yumi Kurita denominado Projeto Ateliê Vivo.

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Um espaço publico onde se encontra uma biblioteca de modelagens podendo produzir suas proprias roupas a partir de modelos doados como por exemplo: Alexandre Herchkovitch, Amapo, Ad Ferrera/onono. A idéia é ter aulas de corte e costura voltadas para a criaçao de suas próprias roupas. Ou seja: ter autonomia total daquilo você quer usar.
O bacana é que entra muito no que sempre falo, sobre o slow fashion e esse consumo desenfreado, quando a gente entende que o processo criativo e de produção precisa de um cuidado e que isso leva tempo, que a modelagem é muito importante e responsável pelo caimento da peça. Que a durabilidade da nossa roupa deve ser extensa por que ali não foi só o tempo, mas material gasto e nada disso pode ser desperdiçado com apenas UM USO. Faz mais sentido aceitar que precisamos mudar nossa forma de consumir moda.

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A dedicação para fabricar cada peça, da costura do detalhe é importante e aprender faz com que damos mais valor aquilo que vestimos e consumimos. Alem de aprendermos a elaborar aquilo que queremos, temos o contato uns com outros de diversas idades (claramente cada um recebe o molde de acordo com seu nível), criamos um elo com nossas roupas e entrelaçado em cada fio tem um carinho a mais. A Karla Girotto (uma das responsáveis do projeto) afirma que essa idéia é continuação de uma longa historia que começou no seu antigo ateliê mas agora toma uma nova imagem e um novo sentido.

Para participar precisa tem uma noção básica de corte e costura, a atividade acontece aos Sábados das 14h às 21h levar o próprio tecido. Além disso, é necessário marcar horário por e-mail: atelievivo@gmail.com.

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Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.

Vim carregada de expectativas e não estava preparada para metade das coisas que aconteceram nesses primeiros meses. Não foi de todo ruim, claramente que não, mas pra gente aprender e evoluir é preciso errar.

Decidi que ia estudar aqui, e meu padrasto comprou (literalmente ele quem me ajudou a pagar) a minha ideia. Cheguei aqui 4 de outubro 2015 com um Italiano chinfrim de quem teve 4 meses de aulas duas vezes na semana. Entendia 60% do que falavam e falava 30%. Mas mesmo assim me joguei. Sou jovem e essa era a oportunidade da minha vida. Eu a abracei com receio mas de corpo e alma.

Aqui a geografia urbana é diferente e isso conta muito.
Cidades são divididas entre aquelas que são: para morar (no caso a minha), onde se tem uma estrutura maravilhosa mantendo uma qualidade de vida alta. Cidades industriais, que estão muito próximas as de moradia, mas só tem industrias. Cidades turisticas: Roma, Firenze, Milão, são poucos os italianos que moram exatamente ali, podem morar perto, sim, mas ali naquele centro difícil. Claro que perto dessas cidades de morar existem pontos de badalação, no meu caso a mais próxima é Rimini que fica a 30 minutos de carro. A estação de trem mais próxima é na cidade vizinha Savignano Sul Ruibicone, 30 de bicicleta. Nessa minha cidade a população é quase toda idosa, e todos se conhecem, ela tem o tamanho de um bairro pequeno de São Paulo. O que depois de um tempo nos faz sentir em casa. Quando saímos com nossas bicicletas cruzamos uns com outros e conversamos qualquer coisa, não existe pressa e tenho uma sensação de lar. Tem uma infraestrutura que suporta todas as necessidades de seus habitantes mas é bem pacata, mas a primavera esta quase chegando e as ruas ja estão todas floridas, e o sol energiza. Já falei sobre minha dificuldade de criar laços, mas alem disso para mim, uma garota cosmopolita, que cresceu na megalopole de São Paulo é complicado. Por vezes me sinto muito limitada e presa. Vem uma sensação sufocante, logo passa por que tento não deixar esses pensamentos me consumirem, dificuldades sempre vão existir e estou realizando um sonho. Estudar no pais da moda. E apesar de tudo isso, a cidade é cativante digna de um clipe da Taylor. Casas com sacadas floridas, cores pasteis, uma praça central com uma igreja charmosa e cafés fofos, assim como as gelaterias. Ah pelo amor de Deus! O mais bacana é que a cada esquina voce esbarra em algo mais antigo que talvez seu proprio pais. 

O curso foi muito proveitoso, aprendi tantíssimo. Hoje sou um shoes designer, estudei anotomia do pé, um pouco de ortopedia para se construir uma forma, sei usar o CAD, desenhar, fazer pesquisas, modelagem. Minha media foi oito e para quem chegou sabendo um cadinho da metade hoje falo fluente (com pequenos erros por vezes vai) mas entendo 100% de um Italiano normal e não o dialeto. Não tenho um diploma disso, mas foi uma das minhas maiores conquistas.

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Também não tenho um diploma timbrado sobre morar sozinha, mas estou orgulhosa de mim mesma nesses primeiros meses, manchei algumas roupas (inclusive mãe já aviso por que sei que vai ler, seu lençol brando agora ta novinho, e rosa, por que não vi que ele tava junto com o outro hehe) e queimei alguns prato mas agora esta tudo caminhando.
No primeiro mês achei que não suportaria, que morreria de saudade de solidão mas aprendi a curtir minha propria companhia, sinto falta do convívio sim, mas é falta só, não existe mais a minha dependência de ter sempre alguém do meu lado para estar feliz. Consigo me divertir na balada dançando sozinha, não tenho nenhum problema em ir ao cinema sozinha ou apreciar um café no bistrô degustando minha propria companhia.

Aprendi com a cultura daqui também, a valorizar a minha vida, a viver melhor e não simplesmente sobreviver. Aprendi a escutar mais, aprendi muito com as pessoas mais velhas daqui e muito bem dispostas. Aprendi que vou sofrer xenofobia por ser Brasileira e que por vezes vão dizer que você esta errada e que seu pais só tem aquilo que esteriótipos sugerem.

Evolui muito como pessoa, como ser humano, como profissional e como Giovanna, mas só por que me permiti errar mesmo não gostando, eu tentava, uma, duas e na quarta funcionava e aprendia, absorvia aquilo que me fazia um ser humano melhor. Já parei bicicleta em vaga de bicicleta de idoso (mas naos sabia ta?), já cheguei atrasa, esquecia meu garfo sempre, achei estranho quando me cobraram 1 centavo (azar da pessoa que teve que trocar depois uma nota de 50), tem sido uma aventura todas minhas tentativas.

O primeiro nível foi completo, usei todas as vidas que tinha, mas consegui. E estou pronta para a nova fase nesse jogo que não me permito dar game over que é a vida.

Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.

Tem noção que roma é mais antiga que o Brasil? Soa obviou não é, mas a magia da viagem esta ali, em ver os monumentos historicos, tudo que seu livro de historia disse, poder tocar (as vezes) e ver com nossos próprios olhos o quão é majestoso tudo isso. Roma é um lugar incrível para se visitar, cheia de lugares encantadores e rústicos. Charmosa é capital de um pais maravilhoso: Italia, onde se aprende viajando.

A primeira vez que fui para Roma foi em Dezembro de 2015 com mais duas amigas Jordana e Katerine. Foi uma viagem bem louca, usamos o couchsurfing que é uma rede social que faz a ponte entre turistas que querem hospedagem grátis e pessoas que estão dispostas a receber esses visitantes. Soa fácil lendo assim, a maior parte do pessoal que esta la, é tudo do bem, mas é preciso tomar cuidado. Mais pra frente faço um post sobre (:

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Viajar mesmo com as amigas é um exercicio de adaptação, passamos um mês juntas e claro que de vez enquanto nossos pensamentos foram contrarios, mas é coisa besta. A viagem foi marcante e deliciosa, temos mais historias pra contar que roupas na mala (tirando a Katherine que veio com uma mala e voltou com duas). Foi experiencia nova e que quero dividir com vocês a melhor parte da capital da Italia. ROMA SUA LINDA!

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Gi, tem 22 outonos, fez as malas e foi morar sozinha em outro pais. Paulista, adora descobrir novos lugares em São Paulo e criar listas com o namorado (que mora no Brasil) vegetariana, apaixonada por tudo que é lúdico, exótico, doce e colorido.
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