Adaptação fora do Brasil - 4 maiores desafios da minha - Caos Arrumado

VIVER NA ITÁLIA

Adaptação fora do Brasil – 4 maiores desafios da minha

, por fialhogi

adaptação fora do Brasil – Mudar de pais é o sonho de muita gente, incluindo a mim mesma, porquê não tem um dia que não sinta que vivo um sonho. Sou muito grata por isso e sei que não é uma oportunidade para todos por tantos motivos. Porém preciso compartilhar que ficar bem é um processo.

Digo que é um processo porque mesmo eu que tenho o privilegio de ter tido suporte familiar, financeiro e profissional lidei e lido com questões profundas dessa grande mudança, de quem decidi deixar a pátria amada.

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Me sinto muito vulnerável e frágil compartilhando algo tão intimo e tentando respeitar o meu direito de privacidade, contraditório ao pé da letra, porém muito praticável. Vou abrir o jogo e compartilhar 4 dos meus maiores desafios quando decidi vir morar na Itália.

Desafios esses que até hoje me machucam, desde o começo do ano faço terapia regularmente para tentar recuperar a estabilidade emocional que tinha em São Paulo.

Durante o meu periodo adaptação fora do Brasil os 4 maiores desafios de quando decidi vir morar na Itália foram:

  1. Tinha que lidar com todas as descobertas da personalidade do Keki enquanto procurava me encontrar como Giovanna, mulher, esposa, noiva, namorada, imigrante;
  2. Lidar com a instabilidade financeira sem perspectivas de melhora;
  3. Não consigo entender qual é o limite entre tomar iniciativa e ser inconveniente e me tornar uma pessoa muito insegura;
  4. A distorção de imagem e anulação como individuo.

RELACIONAMENTO

Em uma tarde ainda em São Paulo, faltando poucos dias para vir para Itália o Erik “resolveu” vir para a Itália, por nós. Eu sei que soa romantico e hoje agradeço por isso mas, na hora me senti intimidada a dizer não e segui o fluxo.

Tivemos muitos problemas de convivio, porquê além de estarmos nos adaptando com a convivência um com outro tínhamos nossas próprias lutas internas em tentar se adaptar em uma nova cultura.

Eu tinha que lidar com todas as descobertas da personalidade do Keki enquanto procurava me encontrar como Giovanna, mulher, esposa, noiva, namorada, imigrante.

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Resultado: Me anulei. Completamente nessa adaptação fora do Brasil. Não conseguia lidar com tudo isso ao mesmo tempo, foquei em criar um laço com o Erik e ele também. Não foi combinado, obrigado ou dito em voz alta.

Foi bom, porque hoje temos uma base muito sólida e uma convivência deliciosa, isso quer dizer que a gente não brigue? Não! Brigamos como qualquer outro casal que teve criações diferentes, experiencias diferentes… a única coisa certa é que sabemos o limite e respeitamos um ao outro muito mais.

FINANCEIRO

Não tínhamos dinheiro no começo, o pouco que tínhamos era contadinho sabe? Nunca faltou nada mas, passamos algumas vontades e isso era muito fora da nossa realidade em São Paulo. Era confuso sair do Brasil por uma vida melhor e no final estar vivendo a margem, com a sorte de não precisar pagar aluguel.

Eu estudava periodo integral e ainda tinha que fazer um estagio não remunerado obrigatório, no verão conseguia uns trabalhos, mas nada que rendesse algum real dinheiro. Por outro lado, o Erik durante a semana ia em pelo menos 5 entrevistas e em todas as respostas eram “você é muito bom mas, não”.

Era exaustivo.

Adaptação fora do Brasil tudo que passei!

Nesse momento nossos pais intervinham com auxilio financeiro e admitir isso me deixa muito envergonhada porque parecia que a gente não conseguia se virar, era humilhante para gente, mesmo nossos pais super compreensivos e parceiros.

VIDA SOCIAL

Sabe aquela música da Sandy “Sou jovem para ser velha e velha para ser jovem?” pois é. Moro em uma cidade que pode ser classificada como familiar/idosa. A falta de dinheiro limitou muito também nossa vida social.

O que mais me machucou foi não ter amigos. Não conseguia me enturmar com quem era da minha idade mas, tinha um estilo de vida muito diverso do meu: “sem preocupações com boletos, baladas noite a dentro, uma leve imprudência” e por outro lado não me encaixo no grupo mãe/mulher familiar: “Viver para casa ou carreira solida, saídas para bares com as amigas, filhos…” acho que deu para entender.

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Em São Paulo, por ter mais pessoas, eu tinha mais facilidade de encontrar pessoas que estivessem vivendo a mesma etapa da vida que eu. Aqui ta complicado.

Isso sem contar o choque de cultura: Eu não consigo entender qual é o limite entre tomar iniciativa e ser inconveniente. Fico repassando todas as minhas falas na cabeça para ver onde errei e me sinto ridícula, menos digna e desinteressante.

E isso me mudou, me tornei introspectiva. Justo eu que saltitava por cada canto, destruiu a minha autoconfiança.

AUTO EXPRESSÃO

Sem segurança financeira, sem estabilidade emocional e sem autoconfiança me anulei. E isso era visível em todas as fotos que tirei no meu primeiro ano morando na Itália – 2018/2019. As roupas que vestia diziam muito sobre como me sentia por dentro.

Cores tristes, shapes (modelagem) largas. Eu comprava tamanho XXL porque eu queria passar despercebida. Além disso toda vez que tentava me arrumar um pouco mais, sentia olhares inquietos. Como os espaços são muito familiares: recebia olhares devoradores de homens e de repreensão de mulheres.

E o problema não é a numeração da roupa mas, a distorção da imagem. E isso diz muito sobre minha insatisfação de dentro para fora.

A distorção da imagem corporal é definida como a incapacidade do sujeito para reconhecer adequadamente e de forma realista o tamanho e a forma do seu corpo.

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Claro que isso interfere em outras áreas da minha vida, impacta diretamente no meu trabalho, no meu autoamor. Esse talvez seja o processo mais intenso, tanto de reconhecer como tratar.


Adaptação fora do Brasil tudo que passei!

Tudo isso foi resolvido com o tempo, reflexão, trabalho e terapia. MUITA TERAPIA! E por isso eu recomendo que quando você pensar em vir morar no exterior considerar um acompanhamento com especialista. E como um psicólogo ainda não cabe na mala a terapia online pode ser uma experiencia MUITO satisfatória.

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Não espero que ninguém passe por tudo para entender o quanto minha adaptação foi conturbada e deixou sequelas até hoje, por isso abri o jogo nesse post.

Franca e sem medos essa foi minha adaptação fora do Brasil.

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